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União Europeia fecha acordo e eleva para 50 mil euros a garantia dos depósitos bancários

LUXEMBURGO - Os países da União Europeia (UE) acertaram nesta terça-feira, em Luxemburgo, aumentar a garantia dos depósitos em bancos do bloco dos atuais 20 mil euros para 50 mil euros.

Redação com agências internacionais |

 

Acordo Ortográfico O compromisso foi alcançado na reunião de ministros das Finanças dos 27 e tem como objetivo tranquilizar os correntistas frente à crise financeira. Até agora, cada país do bloco tinha tomado suas próprias medidas para lidar com a crise.

"Os Estados estão de acordo em aumentar a proteção dos depósitos de particulares para um montante de pelo menos 50 mil euros, sabendo que vários Estados membros estão determinados a elevar essa cobertura a 100 mil euros", segundo o texto divulgado.

Esse mínimo é "para todos", ressaltou o vice-presidente do governo espanhol, Pedro Solbes, mas precisou que a maioria dos países considera conveniente chegar mais longe e garantir até 100 mil euros.

A decisão da União Europeia tem o objetivo de frear as medidas unilaterais adotadas nos últimos dias por vários Estados integrantes do bloco, de oferecer garantia total aos recursos depositados nos bancos em seus territórios, contribuir com a estabilidade e construir e transmitir confiança aos correntistas.

Fed vai oferecer US$ 450 bilhões

Também nesta terça-feira o Federal Reserve americano anunciou que ofecerá aos bancos, em dezembro, pelo menos US$ 450 bilhões, dentro de uma ação coordenada entre vários bancos centrais para permitir a liquidez em dólares do circuito bancário. 

Ao todo, incluindo o Fed, seis bancos centrais do mundo divulgaram um calendário de suas operações de refinanciamento destinadas a alimentar o circuito bancário internacional em dólares até o fim do ano.

Além do Fed e Banco Central Europeu, participam nesta ação o Banco do Canadá, o Banco de Inglaterra, o Banco do Japão e o Banco Nacional Suíço.

Pior ainda está por vir, sugere FMI

Em relatório, desta terça-feira, o Fundo Monetário Internacional (FMI) sugere que o pior da atual crise financeira global ainda está por vir e pede ação imediata dos governos. O documento, intitulado Estabilidade Financeira Global, afirma que o sistema financeiro atravessa o que o FMI classificou como "um período de turbulências sem precedentes" e prevê que bancos em todo mundo continuarão a registrar fortes perdas.

O FMI ressaltou a determinação dos governos em responder aos atuais desafios, mas disse que "a restauração da estabilidade financeira se beneficiaria de um comprometimento coletivo das autoridades, que devem tratar o problema com eficiência".

Para o diretor do fundo, Dominique Strauss-Kahn, "o tempo das soluções à conta gotas chegou ao fim". "Eu peço aos legisladores que tratem esta crise com medidas abrangentes que restaurem a confiança no setor financeiro. Ao mesmo tempo, os governos nacionais devem coordenar de perto esses esforços para trazer de volta a estabilidade do sistema financeiro internacional."

O relatório faz algumas recomendações com objetivo de tentar ajudar as autoridades a resgatar a confiança "nessas circustâncias excepcionais".

Entre elas estão respostas rápidas, por parte dos governos, aos primeiros sinais de perdas no setor financeiro como forma de evitar "repercussões sistêmicas", e a garantia de que intervenções governamentais de emergência sejam temporárias e que os interesses dos contribuintes sejam protegidos.

(*com informações da AFP e BBC)

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