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União da Gol com a Varig deve levar a demissões, diz sindicato

A decisão dos controladores do Grupo Gol em transformar a Gol e a Varig em uma única empresa, anunciada na quarta-feira, deverá ter dois efeitos distintos. Para consultores de aviação, a medida vai resultar na fusão da malha de vôos e da tripulação, unificação de diretoria e estruturas de terra, como balcões de atendimento em aeroportos, o que deverá significar muitas demissões.

Agência Estado |

Hoje, as duas empresas têm 16,6 mil trabalhadores.

Já os analistas do mercado financeiro prevêem que a operação terá pouca relevância na cotação das ações da Gol.

Diante da perspectiva de demissões, o Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA), encaminhou ontem às diretorias das duas empresas uma solicitação de informações mais detalhadas sobre os cortes que deverão ser feitos. A informação é da secretária-executiva do sindicato, Selma Balbino.

"Isso já era uma coisa esperada, a partir da aprovação da compra da Varig pela Gol pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica)", afirmou o consultor aeronáutico Paulo Bittencourt Sampaio, da Multiplan. Ele se referiu ao dia 25 de junho, quando o Cade deu aval à compra da Varig pela Gol, firmada em março de 2007, por US$ 320 milhões.

A Gol não se pronuncia sobre o assunto porque os executivos estão em "período de silêncio", por causa da divulgação de resultados financeiros trimestrais, prevista para o início de agosto.

"O presidente do sindicato encaminhou correspondências para as diretorias das duas empresas para saber se vai haver demissões, quantas serão e qual o critério. Exigimos que a convenção coletiva de trabalho seja respeitada", disse Selma.

Analistas do mercado financeiro que cobrem o setor aéreo consideram que os custos com combustível poderão anular a a redução de gastos que a Gol e a Varig poderão obter com a sinergia. "Acredito que as vantagens obtidas não compensarão outros fatores, como a oscilação do petróleo", diz o analista de transportes do Santander, Caio Dias.

Sampaio, por sua vez, diz que toda a diretoria da Varig passará a ser concentrada em São Paulo. Hoje, a empresa ainda mantém dois diretores no Rio. Sampaio diz ainda que as gerências, diretorias e Conselhos de Administração serão unificados, assim como o serviço de manutenção de aviões será concentrado no Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins), em Minas Gerais, onde está o centro de manutenção da Gol.

O consultor André Castellini, da Bain & Company, também acredita numa unificação de serviços administrativos e de vendas. Ele diz que é possível que a Gol comece a emitir e aceitar as milhagens da Varig, já que as malhas de vôos das duas empresas serão unificadas.

Para o passageiro, a transformação mais visível deverá ser a utilização das duas marcas em apenas um balcão de atendimento nos aeroportos, diz Sampaio. Ele lembra da época em que a Varig e a Cruzeiro do Sul utilizavam a mesma estrutura para check-in, com as duas marcas lado a lado. Até os uniformes das tripulações dos aviões deverá seguir o mesmo padrão, acredita o consultor, mas as duas bandeiras e a pintura das aeronaves serão as mesmas. As informações são do O Estado de S. Paulo

*C/ André Magnabosco

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