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Um terço das empresas pegará empréstimo para pagar 13º

A crise de crédito dificultou a vida das indústrias para pagar o 13. º salário dos trabalhadores neste fim de ano.

Agência Estado |

Com a desaceleração nas vendas a partir de outubro, cresceu 13 pontos porcentuais, de 20% em 2007 para 33% neste ano, o número de indústrias que vão usar recursos de bancos para quitar o 13.º salário, revela pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Essas companhias procuram crédito para financiar boa parte da folha de pagamento: 73,6%.

A enquete, que ouviu 543 indústrias do Estado de São Paulo, mostra que 71% das empresas que vão usar financiamento de terceiros consideram que as dificuldades estão maiores hoje em relação ao ano passado. Além de mais difícil, o crédito está mais caro. Das que vão usar os financiamentos, 87% informaram que o financiamento está caro (47%) ou muito mais caro (40%). A pesquisa mostra que 80% das que levantaram financiamentos pagaram pelos juros, em média, 31,4% a mais ante 2007.

"Estamos vivendo um período de restrição de crédito. Por isso, o custo para obter capital de giro para as empresas aumentou uma brutalidade", afirma o diretor do Departamento de Economia da Fiesp, Paulo Francini. O spread bancário (diferença entre o custo de captação e do empréstimo) cresceu muito, acrescenta.

Um dado relevante da pesquisa é que, nem mesmo para as grandes empresas que teoricamente têm mais garantias a oferecer e por isso poderiam reduzir o custo dos empréstimos, a situação é favorável. Para a totalidade das empresas de grande porte, o crédito para pagar o 13.º salário está muito mais caro.Nessa condição estão 48% das empresas de porte médio e 37% das empresas de pequeno porte.De acordo com a Fiesp, as grandes indústrias são aquelas com mais de 500 empregados; as médias têm de 100 a 499 trabalhadores e as micro e pequenas empregam até 99 pessoas.

Quanto aos prazos dos financiamentos, eles encolheram, seguindo o movimento geral do mercado. Para 34% das companhias, o prazo está mais curto (29%) ou muito mais curto (5%) em relação ao ano passado.

Nesse quesito, as indústrias mais afetadas são as de médio porte. Neste caso, para 43% delas o prazo dos financiamento está mais curto ante 2007. Entre as grandes, um quarto informou que os prazos estão mais curtos e entre as pequenas, um terço.

"Esse cenário era mais ou menos previsível dentro do contexto da crise", observa Francini. Segundo ele, pelo fato de os efeitos da crise terem demorado mais tempo para chegar aqui, os empresários tiveram mais chance de aprender o que fazer quando a crise se instala.

Apesar disso, a pesquisa aponta uma piora geral nas condições para as empresas pagarem o 13.º salário, não apenas para as que dependem de crédito. Quase a metade (47%) das indústrias consultadas avaliam que neste ano as condições estão mais difíceis para quitar o abono em relação a 2007. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

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