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Um pioneiro nos alertas para extensão da crise

Paul Krugman foi um dos economistas que primeiro insistiram na idéia de que a atual crise bancária era um problema de solvência, e não apenas de liquidez, e teria de ser resolvida por um amplo programa de capitalização pelos governos dos países ricos. Ele estava certo, embora não tenha sido o único a defender essa posição, comenta o economista brasileiro José Alexandre Scheinkman, que, como Krugman, é professor da Universidade Princeton.

Agência Estado |

As autoridades econômicas dos Estados Unidos, lideradas pelo secretário do Tesouro, Henry "Hank" Paulson, inicialmente propuseram um plano apenas de compra de ativos. Krugman foi direto ao ponto, quando o secretário do Tesouro deixou o Lehman Brothers falir, "Aqui estamos nós, com Paulson achando, aparentemente, que tentar a roleta-russa com o sistema financeiro americano foi a sua melhor opção".

Agora, ele tem feito elogios rasgados ao primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, que foi pioneiro em estabelecer um amplo programa de recapitalização bancária, no que foi seguido por vários países europeus e pelos próprios EUA. Segundo o Nobel, o governo britânico demonstrou que é capaz de "pensar de forma clara sobre a crise financeira, e de agir rapidamente baseado nas suas conclusões".

A metralhadora giratória de Krugman contra o governo Bush mirou até mesmo alvos fora da economia, como a guerra do Iraque. Na atual crise econômica, ele se destacou, ainda, como um duro crítico da febre de desregulação financeira que está na origem das atuais turbulências, e resultou na montanha de centenas de trilhões de dólares dos produtos financeiros chamados de derivativos, da qual uma boa parte teve o valor pulverizado pela queda do mercado hipotecário nos EUA. "O que estamos vendo, financeiramente, é que este é um sistema fora de controle", disse Krugman em entrevista ao programa Roda Viva, em 4 de agosto.

Krugman tampouco costuma poupar o outrora festejado ex-presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano) Alan Greenspan, que hoje é visto como um dos grandes responsáveis pela baixa regulação dos derivativos. "Se você está procurando um vilão para esta crise, Greenspan estaria no topo da lista", declarou no programa de TV Roda Viva. Em relação ao Brasil, Krugman foi cautelosamente tranqüilizador.

Além do comércio internacional, a outra justificativa para o Nobel de Krugman foi sua explicação de como algumas cidades concentram as atividades econômicas, pelas economias de escala, baixo custo de transporte e acúmulo de trabalhadores de alta qualificação. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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