Dependendo do ângulo que se olhe, o X6 parece um utilitário-esportivo, cupê ou até notchback (hatch com tampa traseira proeminente). Ele é tudo isso.

Nas ruas brasileiras a partir de setembro, o novo BMW traduz perfeitamente o conceito de crossover: reúne características de vários segmentos.

Seu preço parte de R$ 325 mil com motor 3.0 de seis cilindros e de R$ 390 mil com o novíssimo 4.4 V8 Twin Turbo (407 cv), que chega em outubro. O alvo da BMW é o Porsche Cayenne.

Feito nos EUA sobre a base do Série 6, o X6 certamente vai chamar a atenção. Seu visual é puro apelo esportivo, com capô curto, linha traseira do teto baixa e chamativas rodas de 19". Por dentro domina a sofisticação, com couro em abundância (bege no carro avaliado).

Dois detalhes estão ali para "avisar" o motorista que o objetivo principal é acelerar: o formato dos bancos - os dois traseiros são individuais - e a alavanca do câmbio automático, do tipo joystick. Há também hastes atrás do volante que permitem fazer mudanças manuais de marcha.

As novidades não estão só na aparência. O X6 estréia a terceira geração do controle de tração integral xDrive. O recurso mantém 40% do torque no eixo da frente, 60% atrás e os distribui conforme a demanda.

Outra novidade é o Controle Dinâmico da Performance (DPC), motor elétrico instalado no diferencial que distribui a força também entre as rodas traseiras, deixando mais torque na que precisa de aderência. Trabalha em conjunto com com o Controle Dinâmico de Estabilidade (DSC).

O objetivo de toda essa eletrônica (são 49 módulos) é aprimorar a estabilidade do X6 e corrigir sua trajetória em curvas. Nada disso pôde ser conferido no trajeto determinado pela BMW para a avaliação, trecho de 25 km da rodovia Castelo Branco (SP), sem curvas.

Andamos na versão de seis cilindros e 306 cv. O que ficou evidente é a sua disposição. Os ponteiros de conta-giros e velocímetro sobem muito rápido e, nas retomadas, utilizar a função seqüencial do câmbio de seis marchas chega a ser desnecessário. O desempenho surpreende por se tratar de um carro pesado e é obtido graças ao bom torque, que está disponível em ampla faixa de rotação, de 1.300 a 5.000 rpm.

Pouco mais largo e baixo que o X5, o crossover tem centro de gravidade inferior e ótima aerodinâmica. Isso não impede que a carroceria balance em alta velocidade - nada que incomode. A suspensão proporciona conforto semelhante, ou até melhor , que o de um sedã de luxo. No painel de instrumentos, um gráfico permite acompanhar a atuação do xDrive.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.