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UE tenta frear contágio da crise, mas continua dividida sobre plano comum

Os países da União Européia (UE) lançaram, nesta segunda-feira, uma mensagem de compromisso, com o objetivo de tentar frear a propagação de uma crise financeira que parece não ter fim, sem conseguir chegar a um acordo, porém, sobre a adoção de um plano comum de resgate, similar ao americano.

AFP |

As Bolsas mundiais - e as européias, em particular - viveram mais uma segunda-feira negra, com quedas abruptas nos mercados, em meio ao crescente sentimento de pânico, apesar do já anunciado resgate do banco alemão Hypo Real Estate e da adoção do Plano Paulson, nos Estados Unidos.

Com esse panorama e, de forma simultânea, com a realização de uma reunião de ministros das Finanças da Zona do Euro em Luxemburgo, a presidência francesa da UE divulgou um comunicado conjunto dos 27 países do bloco, no qual se assegura que cada um adotará "todas as medidas necessárias para assegurar a estabilidade do sistema financeiro".

"Todos os dirigentes da União Européia declaram que cada um deles adotará todas as medidas necessárias para assegurar a estabilidade do sistema financeiro, seja por meio da injeção de liquidez proveniente dos bancos centrais, seja por meio de medidas específicas sobre alguns bancos, ou de dispositivos reforçados de proteção de depósitos", disse o presidente Nicolas Sarkozy, ao ler a declaração em Paris.

"Nenhum depositante nos bancos dos nossos países sofreu perdas, e continuaremos tomando as medidas exigidas, a fim de proteger o sistema, assim como os depositantes", frisou.

Enquanto os quatro países mais importantes do bloco (França, Alemanha, Grã-Bretanha e Itália) continuam sem um acordo, após a minicúpula de sábado, na capital francesa, sobre a necessidade de se criar um fundo europeu para garantir os depósitos, as pressões crescem para que essa idéia seja aplicada.

Os governantes dos 27 "constatam a necessidade de uma coordenação e de uma cooperação estreitas", acrescenta a declaração lida por Sarkozy.

Nesse sentido, o governo espanhol não excluiu, hoje, garantir os depósitos dos clientes dos bancos espanhóis afetados pela crise, se a UE não adotar uma posição comum a esse respeito.

"Se, ao final, não houver uma posição européia, nós nos reservamos a possibilidade de adotar as medidas necessárias para que os depositantes nos bancos espanhóis tenham o tratamento que seja o adequado", declarou o ministro espanhol da Economia, Pedro Solbes, ao chegar à reunião, em Luxemburgo, com seus homólogos dos 15 países da UE que compartilham a moeda única.

Há vários dias, o governo espanhol já havia declarado que deseja uma solução comunitária sobre os depósitos bancários e rejeitou iniciativas unilaterais, como as adotadas, nesse sentido, por Irlanda, Alemanha e Áustria.

A dinâmica de contágio da crise continua aumentando o temor, e o governo de Portugal anunciou, nesta segunda, uma garantia para todos os poupadores do país.

"As poupanças dos portugueses em qualquer banco que operar em Portugal estão garantidas", assegurou, em Luxemburgo, o ministro português das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos.

No domingo à noite, o chefe de Governo italiano, Silvio Berlusconi, declarou que seu ministro da Economia, Giulio Tremonti, proporia aos colegas europeus a criação de um "fundo comum" da UE.

A idéia já foi, porém, descartada pela Alemanha, que rejeita a perspectiva de ter de pagar pelos problemas dos bancos de outros países e privilegia soluções nacionais, posição reiterada hoje por seu ministro das Finanças, Peer Steinbrück.

mar/tt/sd

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