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UE rejeita mediar conflito do gás e pede solução imediata

Bruxelas, 5 jan (EFE).- A União Européia rejeitou hoje mediar o conflito do gás natural entre Rússia e Ucrânia, por considerá-lo uma disputa comercial, e pediu a ambos os países uma solução imediata que garanta o fornecimento à Europa.

EFE |

"A UE não quer ser um mediador nesta disputa", assinalou a Presidência tcheca comunitária após uma reunião de embaixadores-adjuntos dos 27 países comunitários que analisou a situação.

Todos os 27 insistiram a ambas as partes que respeitem os contratos vigentes para fornecimento e transporte de gás.

Os países comunitários respaldaram os esforços da Presidência tcheca da UE e da Comissão Européia de tentar convencer Moscou e Kiev a resolverem o conflito "imediatamente".

Uma missão da UE reúne-se amanhã com responsáveis de Kiev e da Gazprom (esta última, ainda com data em aberto, pode passar para quarta-feira) a fim de analisar o conflito, que começou quando a companhia russa de gás cortou o fornecimento à Ucrânia no dia 1º de janeiro devido a um impasse sobre o preço.

Os países comunitários confirmaram a posição manifestada anteriormente pela Comissão Européia, cujo porta-voz de Energia, Ferrán Tarradellas, destacou que Bruxelas considera o conflito de caráter "comercial" e não político, cabendo à Ucrânia e à Rússia solucioná-lo.

"A UE não está interessada em intervir em um problema de caráter bilateral", ressaltou Tarradellas.

O presidente da CE, José Manuel Durão Barroso, pediu ao primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, uma "solução negociada" ao conflito do gás entre Rússia e Ucrânia que não ponha em perigo o fornecimento à UE.

Putin chamou Barroso para explicar-lhe os problemas de provisão de gás entre Rússia e Ucrânia e as possíveis conseqüências para a Europa; e o executivo comunitário aproveitou a ocasião para insistir em que ambos os lados alcancem um acordo, segundo informou a CE.

Depois da decisão da Gazprom de cortar o fornecimento à Ucrânia, vários países comunitários e dos Bálcãs anunciaram reduções nos envios que chegam por solo ucraniano, apesar da maior parte desses problemas já terem sido solucionados.

A Rússia acusa a Ucrânia de se apropriar ilegalmente de parte do gás que exporta ao resto da Europa, o que nega taxativamente o Governo de Kiev.

Durante a reunião de embaixadores-adjuntos foram analisadas as irregularidades registradas nos últimos dias na provisão de gás russo que passa pela Ucrânia rumo aos países comunitários.

Romênia e Bulgária foram os países mais afetados, com o primeiro tendo, inclusive, que começar a usar suas reservas, embora o fluxo habitual tenha se restabelecido.

"A situação não é séria ainda. Todos (os afetados) puderam compensar com suas reservas ou com o envio de gás por diferentes pontos de passagem, e até agora não houve interrupções da provisão aos clientes finais", assinalaram integrantes da diplomacia da UE.

Uma missão da União Européia viajou hoje a Kiev para abordar amanhã a situação com as autoridades ucranianas.

A reunião com os responsáveis de Kiev acontece amanhã e outra semelhante com dirigentes da Gazprom se realizará amanhã ou na quarta-feira, provavelmente em Berlim, embora não tenha sido fechada definitivamente.

O resultado destes encontros e dos últimos eventos serão tratados na reunião informal de ministros de Relações Exteriores comunitários que será realizada na próxima quinta-feira em Praga, da qual participará também o comissário europeu de Energia, Andris Piebalgs.

Além disso, na sexta-feira se reunirá em Bruxelas o Grupo de Coordenação do Gás, formado por analistas dos Governos da UE, pela Comissão Européia e pelo setor energético para estudar as necessidades de cada país comunitário e informar aos 27 sobre os avanços nas negociações entre Rússia e Ucrânia.

A UE importa da Rússia aproximadamente 25% de seu consumo de gás natural, e 80% passa por território ucraniano.

Uma disputa semelhante no início de 2006 causou grandes reduções nos envios de gás ao território comunitário, em meio de uma forte onda de frio. EFE rcf/jp

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