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UE recusa usar dinheiro público para salvar bancos

A União Europeia alerta que o mundo está ameaçado por uma desaceleração geral da economia, mas recusa a idéia de usar dinheiro público de forma indiscriminada para salvar bancos privados. O alerta é do comissário de Economia da UE, Joaquin Almunia, que deixou claro nesta segunda-feira que era contra a aplicação do mesmo pacote proposto nos Estados Unidos pelos governos europeus.

Agência Estado |

"Socialistas como eu são contra o socialismo financeiro", disse, apesar de não descartar que seja necessário alguma intervenção pública ainda nos mercados para garantir a liquidez.

Almunia declarou que o plano americano era bem-vindo e que a UE esperava por detalhes do projeto. Mas alertou que não achava que a Europa precisaria de uma medida similar. "Não acredito que a situação seja a mesma, mas cabe a cada país decidir o que fazer", disse Almunia, indicando que cada um dos 27 governos estaria livre para adotar as medidas que achasse necessária. Para o europeu, a crise deixa claro que novas regulações terão de surgir, inclusive maior monitoramento de instituições. Ele ainda defendeu que instituições financeiras se adaptem a modelos de negócio que permitam maior administração e controle de riscos.

Almunia, que chegou a concorrer contra Jose Maria Aznar nas eleições para o governo espanhol em 2000, acredita que novas falências no sistema financeiro ainda ocorrerão. "O total de recapitalização dos bancos durante essa turbulência é de US$ 350 bilhões até agora. Mas não acho que ninguém possa dizer exatamente quanto ainda será necessário. O que sei é que esse processo de recapitalização deve continuar, dado que novas perdas serão ainda anunciadas", afirmou.

Ele deixa claro que o cenário futuro é preocupante. "A zona do euro e o resto do mundo encaram o risco de uma desaceleração. A Europa está sendo atingida por uma série de choques globais e a crise financeira internacional continua a abalar os mercados de crédito", afirmou.

Já o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, afirmou nesta segunda-feira que os bancos centrais continuam "em alerta" para garantir a liquidez dos mercados. "Promovemos uma cooperação íntima no nível global sem precedentes nos últimos dias", afirmou, em relação aos bilhões que foram injetados por alguns dos principais bancos do mundo.

Tanto Trichet como Almunia alertaram que os problemas nos Estados Unidos continuarão a desafiar o cenário internacional. Ambos prometeram continuar "vigilantes" para garantir o funcionamento dos mercados. Almunia ainda alertou que, apesar de ser contra o "socialismo financeiro", admitia que poderá ainda ser necessário uma intervenção pública para salvar um banco ou uma empresa quando o sistema for ameaçado.

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