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UE quer que os EUA assumam sua responsabilidade pela crise financeira

A Comissão Européia afirmou nesta terça-feira que os Estados Unidos devem assumir suas responsabilidades diante da crise financeira mundial, depois da rejeição de segunda-feira da Câmara de Representantes ao plano de resgate bancário neste país.

AFP |

"Os Estados Unidos devem assumir suas responsabilidades nesta situação, devem mostrar sua capacidade de liderança para o bem de suas próprias empresas e pelo bem do mundo", afirmou o porta-voz da Comissão Européia, Johannes Laitenberger.

"O voto de ontem na Câmara dos Representantes americana foi uma decepção. As turbulências que estamos enfrentando vêm dos Estados Unidos e isto se tornou um problema global", comentou o porta-voz da Comissão, Johannes Laitenberger, à imprensa.

"Os EUA têm uma responsabilidade particular nesta situação e portanto esperamos que a decisão sobre a adoção do plano de resgate possa ser tomada em breve", acrescentou.

A chanceler alemã, Angela Merkel, também pediu terça-feira de Berlim a votação do plano esta semana, "porque é preciso restaurar a confiança dos mercados".

Contra toda expectativa, os representantes americanos rejeitaram quinta-feira, por 228 votos a 205, o plano do secretrário do Tesouro Henry Paulson que prevê a liberação de 700 bilhões de dólares para comprar todos as dívidas podres acumuladas pelos bancos no setor imobiliário.

Para o porta-voz da Comissão, os EUA devem assumir as responsabilidades nesta situação. "Eles devem dar provas de senso político para o bem de seu próprio país e para o bem do resto do mundo", declarou.

Ao contrário, as últimas horas mostraram mais uma vez que a Europa e as autoridades européias estão assumindo suas responsabilidades, disse Laitenberger, referindo-se aos planos de resgate públicos decididos por vários bancos, Fortis, Dexia e o britânico Bradford & Bingley (B&B).

"No curto prazo, o sistema europeu enfrentou o problema e então podemos ser confiantes de que encontrará uma boa resposta", segundo ele.

O primeiro-ministro belga, Yves Leterme, considerou nesta terça-feira que o sistema bancário ainda não saiu da zona de perigo

"Continuamos muito vigilantes. É uma questão de algumas horas para que todo o sistema bancário belga seja colocado em perigo. Não saímos da zona de perigo, com certeza não. Ainda vai, sem dúvida, acontecer muita coisa em outros países", declarou Leterme, em pronunciamento no Parlamento belga.

A Europa está estudando a possibilidade de adotar novas medidas para melhorar o funcionamento do sistema financeiro diante da intensidade das turbulências no continente, mas um plano de resgate generalizado como nos Estados Unidos continua fora de cogitação e seria, de qualquer forma, muito difícil de ser aprovado em 27 países.

Elas irão além dos projetos de reforço da regulamentação do setor já evocada por Bruxelas: melhor enquadramento das agências de classificação de risco, melhora da supervisão bancária pan-européia e endurecimento das condições de fundos próprios a serem respeitadas pelos bancos.

As propostas devem ser apresentadas quarta-feira sobre estes dois últimos pontos.

ylf-cm/lb-lm

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