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UE quer que FMI tenha papel central na economia

Os líderes da União Européia, em reunião hoje, aprovaram um plano para fortalecer o Fundo Monetário Internacional (FMI). Os líderes da UE vão propor aos participantes da reunião do G-20 (grupo que reúne 20 economias ricas ou em desenvolvimento), no próximo dia 15 em Washington, que o FMI desempenhe um papel central na economia mundial, coordenando a regulação e auxiliando os países que passam por dificuldades financeiras.

Agência Estado |

"A tarefa de evitar crises financeiras será atribuída ao FMI, que desfruta da legitimidade e da universalidade necessárias para se tornar o pivô de um sistema internacional renovado", afirmaram os líderes em um comunicado, após reunião realizada em Bruxelas.

Parte do plano da UE para melhorar os pedidos de cooperação sugere a criação de "conselhos de supervisores", que coordenarão o trabalho dos atuais grupos regulatórios e supervisionarão grandes companhias financeiras, de acordo com o comunicado dos líderes da UE. "Nenhuma instituição financeira, nenhum segmento de mercado e nenhuma jurisdição deve escapar da regulação proporcional e adequada, ou pelo menos da supervisão", segundo o comunicado.

Anteriormente, os líderes da UE haviam discutido o aumento da capacidade de financiamento do FMI, atualmente de US$ 250 bilhões, por meio da criação de um fundo de aproximadamente US$ 125 bilhões destinado a "países bons". Este fundo serviria para financiar governos atingidos gravemente pela crise financeira, mas não exigiria as tradicionais contrapartidas para os empréstimos do órgão.

De acordo com o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, o dinheiro do fundo deveria vir de países da Ásia e do Oriente Médio, que possuem grandes reservas internacionais.

O FMI já desempenha um papel central na crise econômica, auxiliando países que enfrentam problemas com o fluxo de capital. O órgão já concedeu à Hungria, Ucrânia, Paquistão e Islândia um total de quase US$ 40 bilhões em fundos de emergência nas últimas semanas.

Transparência

Outra sugestão do bloco menciona a necessidade de maior transparência na contabilidade em todo o mundo, além da reformulação das políticas de pagamento e dos procedimentos de securitização de dívidas, como forma de desestimular um apetite "excessivo por riscos". A proposta inclui também uma padronização internacional da contabilidade.

Brown e Sarkozy disseram ter conversado com o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, e acreditam que a nova administração norte-americana deve apoiar as propostas da UE para auxiliar o sistema financeiro mundial. As informações são da Dow Jones.

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