Bruxelas, 26 set (EFE).- Os 27 países-membros da União Européia (UE) estão de acordo em impulsionar a política espacial européia, mas não sobre como financiá-la, pois vários Estados estão hesitantes em comprometer novos fundos sem saber de onde sairão.

Os ministros da UE responsáveis pelo assunto realizaram hoje um encontro que foi assistido por representantes da Agência Espacial Européia (ESA, na sigla em inglês), de Suíça e Noruega.

Embora todos coincidam sobre a necessidade de dotar a Europa de uma estratégia espacial independente e de desenvolver o projeto de navegação Galileu e o de observação da terra por satélite (GMES, na sigla em inglês), rebatizado Kopernikus, mostraram menos sintonia na hora de falar sobre o financiamento.

O principal problema, como lembrou ao término do encontro o comissário europeu da Indústria, Günter Verheugen, é dotar de mais fundos o projeto Kopernikus, que permitirá à UE ter informação própria em matéria ecológica, mudança climática e segurança.

Fontes da UE afirmaram que é preciso dinheiro para a fase de aplicação do projeto, que deve ocorrer em 2011 e 2012.

Por tudo isso, os 27 países-membros pactuaram um texto de compromisso pouco concreto.

A ministra de Ciência e Inovação espanhola, Cristina Garmendia, afirmou que hoje não houve uma discussão detalhada sobre o financiamento e acrescentou que o próximo conselho ministerial da ESA será realizado em novembro, em Haia, na Holanda. EFE epn/ab/rr

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