Genebra, 18 - O Brasil ainda não conseguiu cumprir todas as exigências européias para o controle da carne exportada para o bloco, mas os critérios prometem ficar ainda mais duros nos próximos meses. A Comissão Européia apresentou hoje uma proposta para garantir que bois, porcos e frangos sejam abatidos de forma que não sofram no processo.

Para que seja aprovada, os 27 países do bloco precisam dar seu sinal verde.

Pela nova proposta, os abatedouros terão de dar treinamento a seus funcionários e monitorar os equipamentos usados. Outra idéia é que cada abatedouro tenha uma pessoa responsável pelo bem-estar animal. Cada um dos procedimentos terá que ser avaliado e detalhado para que possam ser seguidos sem qualquer modificações.

A União Européia (UE) alerta que países que exportam carnes para o bloco terão de seguir padrões similares. Mas os pequenos abatedouros dentro da própria Europa ficarão isentos. A cada ano, 360 milhões de suínos, caprinos e bovinos são abatidos na UE, além de alguns bilhões de frangos. Outros 25 milhões de animais são abatidos para fornecimento de peles.

Para a entidade Compaixão no Mundo Agrícola, a proposta ainda não é suficiente. Isso porque a UE não bane o uso de eletricidade para abater animais nem gases. Mas Neil Parish, presidente do Comitê Agrícola do Parlamento Europeu, comemorou a decisão. Ele é um dos principais ativistas contra a carne brasileira. "Precisamos de leis iguais em todos os lugares", disse. O Brasil passou a enfrentar restrições na exportação da carne nacional depois de não conseguir cumprir exigências sanitárias nas fazendas.

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