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Nanquim (China) - Representantes do Eurogrupo (ministérios de Finanças da zona do euro da União Europeia) pediu neste domingo ao primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, que seu país volte a empreender o mais rápido possível a valorização do yuan de uma maneira ordenada e gradual.

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O comissário de Assuntos Econômicos e Monetários da União Europeia (UE), Joaquín Almunia; o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, e o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, não esperam que haja "mudanças dramáticas a curto prazo, mas uma valorização progressiva", segundo Juncker.

"Achamos que as taxas de câmbio devem refletir os fundamentos das economias", destacou Almunia, após o encontro realizado neste domingo na cidade chinesa de Nanquim, onde amanhã acontecerá a cúpula UE-China.

"Uma economia como a chinesa, que está mais avançada na saída da crise, que tem um superávit comercial e um superávit por conta corrente extraordinariamente forte, não é lógico que tenha, a respeito do euro, uma situação de subavaliação de sua taxa de câmbio", resumiu.

Por esse motivo, disse Trichet, o Eurogrupo defendeu perante Wen que uma valorização do yuan seria boa "tanto para a relação bilateral China-UE quanto para o reequilíbrio da economia global".

Por sua parte, a China espera que a UE retire algumas medidas contra a concorrência desleal que taxam produtos de fabricação chinesa, mas, segundo explicou à Efe recentemente um diplomata europeu, este tipo de mecanismo afeta somente cerca de 1% do comércio bilateral.

As duas partes concordaram neste domingo em que é necessário "evitar o protecionismo", mas, para isso, recalcou Almunia, é necessário estabelecer "as condições necessárias para evitar que as tentações protecionistas sejam colocadas em prática".

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