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UE oferece compensação para exportador de açúcar

GENEBRA - A União Européia (UE) ofereceu cota de 170 mil toneladas de açúcar para o Brasil, com tarifa menor, para compensar a perda dos exportadores brasileiros com o alargamento do bloco europeu we a entrada de Romênia e Bulgária, em 2007. Além disso, Bruxelas ofereceu cota geral de 250 mil toneladas para todos os parceiros, mas que na prática deverá ser abocanhada sobretudo pelo Brasil em virtude da competitividade do país no comércio internacional do produto.

Valor Online |

Em reunião bilateral ontem em Genebra, o Brasil cobrou da UE compensação bem maior. Os parceiros não chegaram a um acordo sobre a metodologia de cálculo da cota, e por isso agendaram uma nova bilateral para daqui duas semanas.

Até entrar na UE, a Bulgária oferecia, basicamente, uma cota geral de importação de 250 mil toneladas, pela qual os exportadores vendiam o açúcar com tarifa de apenas 5 euros. Com a adesão ao bloco europeu, o país passou a adotar as tarifas mais elevadas da UE, causando perdas para o Brasil - que pediu, então, a compensação. Após muitas negociações, Bruxelas ofereceu o mesmo tamanho da cota búlgara, de 250 mil toneladas, mas com tarifa de 98 euros por tonelada.

É para compensar essa elevação de 1.860% que a UE quer oferecer ao Brasil a cota especifica de 170 mil toneladas, também com taxa de 98 euros. Fora da cota, a tarifa de importação de açúcar é de 339 euros.

Ocorre que produtores do Nordeste brasileiro fizeram as contas e chegaram a conclusão que dentro de dois ou três anos a tarifa intracota européia pode impedi-los de exportar, já que o preço interno da UE deve cair 40% até 2010, pela reforma do regime de açúcar e a queda dos subsídios. Nesse cenário, os produtores acham melhor ter cota menor, mas com tarifa também mais baixa.

A UE oferece também cota de mil toneladas para a carne bovina brasileira, de 800 toneladas para o frango e a mesma quantidade para o peru.

(Assis Moreira | Valor Econômico)

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