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A União Europeia não quer garantir um corte de emissões de CO2 de 30% antes que outras nações se comprometam a fazer esforço equivalente. Países como Reino Unido, Bélgica, Holanda, Suécia e Dinamarca insistem que esse objetivo seja mantido para 2020, mas Eslováquia, Romênia e Polônia conseguiram que os ministros do Meio Ambiente do bloco, que se reúnem na quarta-feira, incluam a questão na agenda.

A França reconheceu que dar o objetivo por certo não é conveniente do ponto de vista estratégico. Em dezembro passado, a UE se comprometeu a reduzir até 2020 suas emissões em 20% em relação a 1990 e elevar o objetivo a 30% se fosse fechado em Copenhague um acordo global ambicioso o bastante para substituir o Protocolo de Kyoto, que expira no fim de 2012. Quanto aos objetivos a longo prazo, a UE tinha se limitado a indicar que, segundo cientistas, os países ricos deveriam reduzir suas emissões em 2050 entre 80% e 95%. Ontem, a Finlândia se comprometeu com a meta de 80% para 2050.

A UE também estuda se os países que ainda não usaram todos os créditos de carbono designados pelo Protocolo de Kyoto, como Romênia e Eslováquia, poderiam fazê-lo após o pacto expirar.

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