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UE fracassa em tentativa de resolver crise do gás entre Rússia e Ucrânia

Bruxelas, 8 jan (EFE).- A tentativa da União Européia (UE) de resolver a crise do gás com o envio de observadores à Ucrânia fracassou hoje, depois que o consórcio russo Gazprom exigiu que a missão incluísse profissionais russos, algo rejeitado por Kiev.

EFE |

O intenso dia de contatos em Bruxelas entre a Presidência tcheca da UE, a Comissão Européia (órgão executivo do bloco) e os presidentes da Gazprom, Alexei Miller, e da ucraniana Naftogaz, Oleg Dubina, terminou sem uma solução ao conflito.

Isso apesar de o bloco ter obtido a aprovação da Ucrânia para o envio de observadores europeus ao país.

"Os russos não têm razão para rejeitar esta proposta", afirmou o ministro de Indústria e Comércio tcheco, Martin Riman, em entrevista coletiva ao fim das reuniões.

Apesar de tudo, a UE começará amanhã a enviar à Ucrânia sua missão de observadores.

O comissário europeu de Energia, Andris Piebalgs, explicou que "não houve mudança nas condições" e que os russos "nunca disseram que aceitariam que os observadores fossem apenas da União Européia", mas que, em qualquer caso, este é um ponto que deve ser resolvido por Rússia e Ucrânia sem intervenção do bloco europeu.

Piebalgs afirmou que a exigência da Gazprom de que haja observadores russos na Ucrânia é a "única condição" colocada pelo consórcio de gás russo.

A falta de acordo foi anunciada em um dia caótico, no qual, no meio da tarde, Miller assegurou que havia um consenso com a União Européia para restabelecer o fornecimento de gás para a Europa, e o vice-primeiro-ministro ucraniano, Hryhoriy Nemyria, declarou que aceitava a missão de observadores europeus colocada pela UE.

O bloco insiste em que continua trabalhando para ajudar a desbloquear a crise e, segundo Riman, o primeiro-ministro tcheco e presidente de turno da UE, Mirek Topolanek, voltou hoje a tratar da questão com o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin.

O principal objetivo continua sendo o restabelecimento imediato do fornecimento. Enquanto isso não acontece, uma missão de observação integrada por entre 10 e 12 especialistas do bloco no assunto irá amanhã a Kiev.

Já na segunda-feira será realizado um Conselho extraordinário de Ministros de Energia para avaliar as medidas a serem adotadas.

Em relação à troca de acusações entre russos e ucranianos, o comissário europeu reconheceu que a UE "não tem informação para julgar quem tem razão e quem não tem", mas insistiu em que o fornecimento seja restabelecido imediatamente.

A Presidência tcheca da UE e a CE reconheceram que o problema alcançou um nível no qual é preciso "vontade política", que deve se materializar com a retomada do fluxo de gás.

Riman reconheceu que a União Européia enfrenta uma "crise profunda" que evidencia a dependência européia do gás russo e a "vulnerabilidade" dos países do bloco perante uma interrupção da provisão.

Por isso, pediu uma reflexão a longo prazo para garantir a segurança energética que inclua um debate sobre a energia nuclear.

O Comitê de Coordenação do Gás da UE se reunirá amanhã em Bruxelas, e Piebalgs destacou que serão analisadas medidas para amenizar os problemas dos países afetados, entre elas o estudo de quais reservas de gás podem ser enviadas, medidas de restrição do consumo ou combustíveis alternativos.

Em Praga, os ministros e vice-ministros de Assuntos europeus, que abordaram a crise do gás em um encontro informal, aprovaram uma declaração na qual pedem a Moscou e Kiev para "cumprir suas obrigações" sem demora para colocar fim a uma interrupção que já afeta dois terços dos países europeus.

Da Rússia, o primeiro-ministro, Vladimir Putin, lamentou que a Comissão Européia não tenha assinado o protocolo sobre o controle do trânsito do gás russo por território ucraniano, e advertiu de que, sem observadores, o fornecimento não será restabelecido. EFE mrn/db

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