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UE exige que Rússia volte a entregar gás encomendado

Bruxelas, 2 jan (EFE).- A União Européia (UE) denunciou hoje irregularidades no abastecimento de gás natural russo através do território da Ucrânia e exigiu a retomada das entregas comprometidas.

EFE |

A UE lamentou que as garantias dadas sobre a confiabilidade da provisão de energia "não se cumpriram", segundo a Presidência comunitária, exercida desde ontem pela República Tcheca.

A Comissão Européia (CE) foi informada pelos operadores da Hungria e Polônia das irregularidades, que, no caso húngaro, se referem a uma diminuição de 10 milhões de metros cúbicos diários em relação ao contrato de 42 milhões de metros cúbicos.

Por sua vez, a Polônia informou que o gás procedente da Ucrânia se reduziu em 6% em relação ao estipulado nos contratos, apesar do volume de gás russo que chega através de Belarus ter aumentado.

"Consultarei todas as partes envolvidas para identificar as causas das irregularidades e pedir a retomada imediata de todas as provisões de gás aos membros da UE", afirmou o comissário europeu de Energia, Andris Piebalgs, em outro comunicado.

Os serviços da CE estão analisando as razões que podem ter causado as reduções na chegada de gás, como estão sendo compensadas e, a partir destes fatores, quais medidas serão tomadas para assegurar o abastecimento aos consumidores finais, que ainda não foram afetados.

A Comissão acrescentou que, segundo as primeiras informações, "neste momento não há perigo imediato para as provisões dos cidadãos europeus".

A Presidência tcheca da UE insistiu em que as relações energéticas comunitárias com seus vizinhos "devem se basear na confiabilidade, por isso os compromissos existentes de abastecimento e transporte" devem ser cumpridos sob quaisquer circunstâncias.

O consórcio de gás russo Gazprom suspendeu ontem o abastecimento de gás à Ucrânia, mas aumentou o bombeamento com destino aos países europeus por território ucraniano e bielo-russo.

No início de 2006, um conflito similar sobre os preços do gás russo levou a um corte temporário da provisão à Ucrânia, que, por sua vez, provocou uma redução dos envios à União Européia no meio de uma forte onda de frio.

No entanto, a primeira-ministra ucraniana, Julia Timoshenko, afirmou na quarta-feira, último dia de 2008, ao presidente da CE, José Manuel Durão Barroso, que o conflito não levará a um corte de gás russo para a União Européia.

A Ucrânia é caminho de 80% do gás natural que a Gazprom vende à Europa, enquanto o resto passa por solo bielo-russo.

O gás natural russo equivale a aproximadamente 25% do consumo total deste combustível na UE e a 40% das importações comunitárias.

EFE rcf/jp

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