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UE exige que Rússia e Ucrânia retomem fornecimento de gás nesta terça

Bruxelas, 12 jan (EFE).- Os ministros de Energia da União Européia (UE) exigiram de forma unânime que Rússia e Ucrânia cumpram o estipulado hoje e retomem o fornecimento de gás para a Europa a partir das 5h (de Brasília) desta terça-feira.

EFE |

"Faço um apelo a ambas as partes para que realmente façam o que prometeram", afirmou o ministro de Indústria e Energia tcheco, Martin Riman, cujo país exerce a Presidência de turno da UE neste semestre.

Ele destacou que os ministros da UE "falaram com uma única voz, ao contrário de em outras ocasiões no passado", e pediu prudência ainda, porque, nos últimos dez dias, o bloco acreditou nas promessas dos dois lados antes e, depois, os acordos não foram cumpridos.

Hoje, a Rússia e a Ucrânia fecharam um acordo com a UE para o envio de observadores europeus, russos e ucranianos aos pontos-chave de passagem, a partir dos quais poderão controlar a circulação do gás.

A diferença entre antes e agora é que, se o fluxo não for restabelecido, "poderemos dizer quem é o responsável", advertiu o comissário europeu de Energia, Andris Piebalgs.

Segundo o ministro tcheco, "nunca vamos investigar" quem é o responsável pela situação que já afetou 11 países da UE (especialmente Bulgária e Eslováquia), mas, quando a missão de observação tiver ocupado todos os seus postos, o bloco contará com informação detalhada do que acontecer de agora em diante.

"A Ucrânia renunciou à sua declaração unilateral de domingo, com o que já não deve haver nenhum problema", afirmou Riman, que também explicou que os 27 países-membros da UE destacaram que a nova crise afeta a "credibilidade dos dois países" (Rússia e Ucrânia, como principal fornecedor de gás e país de passagem, respectivamente).

O vice-primeiro-ministro ucraniano, Hryhorii Nemyria, desejou, ao fim do Conselho, que o bombeamento de gás russo seja retomado nesta terça-feira, mas se mostrou cético sobre a atitude russa, que, na semana passada, já bloqueou um pacto e uma restauração do fornecimento que Kiev tinha aceitado.

O presidente da ucraniana Naftogaz, Oleg Dubyna, disse que, a partir do momento em que o gás russo chegar, "garanto que circulará em direção aos países da UE, mas também garantia isto em 1º de janeiro".

Já o vice-presidente da Gazprom, Alexander Medvedev, destacou que o reatamento não depende unicamente da empresa: "Estamos dispostos, mas desejaríamos que a parte ucraniana cumprisse todas as condições".

Para Piebalgs, a Naftogaz assegurou que fará de tudo para que o combustível chegue rapidamente à UE assim que a Rússia liberar o gás, no máximo em 10 ou 12 horas, por isso os consumidores europeus podem esperar que o fornecimento seja normalizado em 24 horas.

Os 27 países-membros do bloco exigiram às duas partes que se esforcem para evitar a repetição de crises similares no futuro.

A UE propôs ações a médio prazo, como a diversificação de fontes de provisão e rotas de abastecimento, o reforço das interconexões energéticas e o fomento da solidariedade, e estimularam a Comissão Européia (CE, órgão executivo do bloco) a apresentar novas medidas neste sentido.

Piebalgs considerou que a União Européia respondeu muito bem a esta crise, e que houve uma "clara solidariedade entre países", mas que foram registradas "fraquezas estruturais" nos membros que foram mais afetados, algo que já está previsto abordar no marco da segunda revisão energética proposta pela CE em novembro.

O Conselho de Ministros também destacou a importância de fomentar a transparência em torno do abastecimento, demanda e níveis de reservas, o que requer instalar sistemas de medição confiáveis em países de origem, trânsito e recepção do combustível.

O comissário explicou ainda que será preciso voltar a reforçar as reservas estratégicas de gás, algo que não recebeu tanta importância no começo, mas que foi comprovado que é fundamental, já que os países que contavam com gás armazenado foram os que enfrentaram melhor a situação.

A crise foi motivada por uma disputa comercial pelo preço do gás e as tarifas de passagem para 2009, que levou o consórcio russo a interromper o fornecimento em direção à Ucrânia.

A UE foi a principal afetada pelo conflito, já que importa da Rússia 25% do gás que consome e, desse total, 80% são recebidos por território ucraniano. EFE mrn/db

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