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UE exige o restabelecimento imediato do fornecimento de gás aos europeus

Bruxelas, 6 dez (EFE).- A União Européia (UE) exigiu hoje o restabelecimento imediato do fornecimento de gás a partir da Rússia, depois que vários países europeus registraram cortes importantes em seu abastecimento.

EFE |

A situação é "completamente inaceitável", afirmaram a Comissão Européia (órgão executivo da UE) e a Presidência do bloco - nas mãos da República Tcheca -, em comunicado conjunto divulgado hoje.

Os cortes de abastecimento ocorreram sem aviso prévio e "em clara contradição" com as garantias dadas pelas máximas autoridades russas e ucranianas de que suas tensões bilaterais não afetariam o fornecimento à União Européia.

A UE insistiu à Rússia e à Ucrânia que concluam suas negociações de maneira definitiva e resolvam sua disputa comercial bilateral.

O diálogo com os dois países será intensificado para que possam alcançar um acordo com rapidez, indica o comunicado.

Por sua vez, as autoridades ucranianas asseguraram hoje à União Européia que estão fazendo o possível para normalizar o trânsito do gás russo aos consumidores europeus.

Assim manifestou-se o chefe adjunto do Secretariado da Presidência ucraniana, Oleksandr Shlapak, em reunião com uma delegação da UE, liderada pelo ministro da Indústria e Comércio da República Tcheca, Martin Rimam.

Logo após o início da reunião, o chefe da missão européia disse que a situação com o trânsito do gás russo pelo território da Ucrânia é complexa e exige uma solução imediata, informou o escritório de imprensa da Presidência ucraniana.

"Junto com os colegas russos e na presença da Comissão Européia, podemos analisar a situação e, espero, encontrar uma saída", disse Shlapak.

No entanto, acrescentou que, "infelizmente, não há documentos jurídicos que definam claramente as obrigações tanto da parte russa quanto da ucraniana sobre o fornecimento de gás à Ucrânia, assim como sobre seu trânsito para a Europa".

"Para que a pausa que surgiu no fornecimento não leve a um atoleiro, a Ucrânia, voluntariamente, de maneira unilateral, tomou a decisão de continuar sua função de passagem e, de fato, com seus próprios recursos, cumpre essa operação", acrescentou o chefe adjunto do Secretariado da Presidência ucraniana. EFE mrn/an

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