Europeus estão de olho no mercado chinês e querem reforçar o respeito a seus produtos. Discussões são bilaterais

Os ministros encarregados de Comércio da União Europeia (UE) aprovaram nesta sexta-feira iniciar negociações com a China para um acordo bilateral de proteção mútua das respectivas denominações de origem de alimentos, vinho e bebidas (destiladas ou fabricadas a partir de álcool e/ou outros destilados, com um teor alcoólico mínimo de 15%).

Os 27 países do bloco autorizaram a Comissão Europeia (órgão executivo do bloco) a promover essas discussões, que se frutificarem terão um valor comercial importante, pelo respeito que alcançarão os nomes e denominações de produtos europeus no mercado chinês, um dos mais interessantes para o setor agroalimentar europeu. Além disso, segundo explicaram fontes comunitárias, um pacto neste âmbito pode ser positivo para a UE se forem retomadas as negociações da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), para a abertura mundial dos mercados.

Dentro de Doha, uma das principais reivindicações da UE é a proteção das denominações e das indicações geográficas protegidas. Em reuniões da OMC, no marco de Doha, China e Índia figuraram entre os países também favoráveis a amparar esse tipo de menções de qualidade, segundo as fontes.

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