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UE e CE destacam perigos do protecionismo econômico

Bruxelas, 17 fev (EFE).- O primeiro-ministro da República Tcheca, Mirek Topolanek, e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, reiteraram hoje suas apelos contra o protecionismo econômico e lançaram advertências sobre os riscos que as propostas neste sentido representam para alguns países da UE.

EFE |

Em uma conferência com eurodeputados e membros de Parlamentos nacionais voltada para a situação econômica, os dois defenderam a necessidade de coordenação entre os membros da UE para enfrentar a crise e a conveniência de manter neste momento um mercado aberto.

Topolanek, que este semestre preside o Conselho Europeu, fez uma alegação contra o protecionismo que, na sua opinião, "volta a ameaçar a Europa".

"Efetivamente há uma gripe que pode se transformar em epidemia e se tornar mortal", declarou em referência à atitude de alguns Governos da UE de tentarem superar a crise com medidas centradas na defesa de seus mercados nacionais.

Sem mencionar nenhum Estado membro, Topolanek lançou ataques contra as "tentativas de dar prioridade aos trabalhadores nacionais" diante do resto dos cidadãos comunitários e contra a "busca de políticas geniais" para superar a crise.

Recentemente surgiram fortes tensões entre os membros da UE, após que, por exemplo, trabalhadores no Reino Unido convocassem uma greve contra a decisão de sua empresa de contratar empregados de outros países da UE e da adoção na França de um plano para o setor automobilístico que condiciona as ajudas ao fato de que os fabricantes não realizem demissões no país.

Topolanek explicou que a cúpula extraordinária de chefes de Estado e de Governo do dia primeiro de março deve servir para reforçar a unidade e impulsionar a confiança.

"Esta crise vai se prolongar caso não demos a todas as empresas as mesmas condições. Caso surja o protecionismo", declarou o primeiro-ministro tcheco, que alertou sobre uma possível "crise política" entre os Estados-membros que, na sua opinião, "pode se transformar em um problema maior que a própria crise econômica".

Barroso, por outro lado, lembrou que o protecionismo "sempre serviu para piorar as crises".

"Temos que coordenar as medidas e garantir que nenhuma prejudique outros Estados-membros", declarou, enquanto considerou que se a UE luta "contra o protecionismo no âmbito internacional", também tem que fazê-lo "dentro de suas fronteiras".

Barroso afirmou que as ações empreendidas até agora pela UE contra a crise vão na boa direção, mas advertiu que "será necessário tempo para funcionar".

"A situação pode inclusive piorar antes de começar a melhorar", declarou o presidente da CE, "mas acho que este plano recuperará a economia através de uma recuperação da confiança", acrescentou em referência ao pacote de medidas preparado por Bruxelas. EFE mvs/fal

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