A União Européia deve exigir advertências em rótulos de alimentos e bebidas que contenham qualquer um de seis corantes artificiais que podem estar associados à hiperatividade infantil. A exigência valerá tanto para itens fabricados na Europa quanto para importados.

Centenas de produtos contendo os corantes vão desaparecer dos mercados já em 2009, na esteira de um "banimento voluntário" negociado pela Food Standards Agency, a agência européia que monitora a segurança de alimentos.

A FSA adotou como parâmetro uma pesquisa da Universidade de Southampton, que apontou vínculo entre corantes e alterações de comportamento de crianças. Uma clara relação de causa e efeito biológica, no entanto, não teria sido demonstrada no estudo. Com base no trabalho da Southampton, os conselheiros da FSA iniciaram uma revisão das quantidades diárias toleráveis de ingestão de aditivos.

A exigência de rotulagem, que deve alertar os consumidores de que os produtos "podem ter efeito adverso na atividade e na atenção das crianças", é resultado de negociações entre membros do Parlamento europeu, Comissão Européia (o braço executivo da União) e conselho de ministros sobre um novo sistema para liberar aditivos, aromatizantes e enzimas em alimentos. Caso seja aprovada pelos ministros da Saúde do bloco, haverá um período de adaptação, provavelmente de dois anos.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.