Por Huw Jones e Jan Strupczewski BRUXELAS (Reuters) - Os ministros das Finanças da União Européia (UE) apoiaram nesta terça-feira uma proposta de reforma do grupo dos sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia (G8), e o fim da auto-regulamentação dos mercados financeiros globais, que muitos críticos dizem ter causado a crise de crédito.

"A hora está chegando, nós não podemos mais acreditar na auto-regulamentação dos mercados financeiros", disse o ministro das Finanças da Holanda, Walter Bos, antes da reunião em Bruxelas, em concordância com a posição da UE em relação à cúpula do dia 15 de novembro do Grupo dos 20 em Washington.

"Eu acredito que há muito apoio para isso, certamente também em escala global. Isso é algo a ser conquistado em Washington", acrescentou.

Um diplomata da UE disse que os ministros das Finanças aprovaram as propostas levantadas pelo atual presidente da UE com algumas emendas.

O documento da França, que ocupa a presidência da UE, agora é oficialmente a posição da União Européia para a cúpula do G20, de aplicar globalmente as lições aprendidas com a pior crise financeira de mercado desde a Grande Depressão da década de 1930.

"Nossas políticas devem ir além de simplesmente estabilizar o mercado financeiro", disse o primeiro-ministro de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, chefe do grupo de países da zona do euro, disse o Parlamento Europeu.

O plano francês dará aos países emergentes mais voz perante a administração financeira global, e aumentará a responsabilidade de agências de classificação de crédito, pessoas responsáveis por contabilidade, bancos e os seus principais executivos.

O objetivo fundamental é restringir o "curto prazismo" nos mercados financeiros, aumentar a responsabilidade fiscal, antecipar melhor os riscos e aumentar a transparência, informou o documento, em cópia de rascunho obtida pela Reuters.

"Este é o objetivo correto. Eu sempre disse que a Europa tem uma grande responsabilidade, e eu acho que este é o momento certo para isto acontecer", disse o ministro das Finanças austríaco, Wilhelm Molterer.

"É importante que a Europa fale com uma única voz; pode ser que existam opiniões diferentes em um ou outro detalhe, mas a direção está correta."

(Texto de Nick Edwards e Mark John)

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