União entre as empresas pode criar monopólio em algumas rotas. Autoridades americanas aprovaram operação

As autoridades de concorrência da União Europeia (UE) têm até outubro para dar sua aprovação ou não à fusão anunciada por Iberia e British Airways, após a apresentação do pedido formal das duas companhias aéreas a Bruxelas.

Fontes de ambas as empresas informaram hoje à Agência Efe que a UE tem até 15 de julho, em princípio, para dar uma resposta, mas quer fazer uma análise exaustiva do pedido e pede informações sobre rotas comuns e planos de expansão, o que pode atrasar a decisão até outubro.

A fusão das companhias aéreas pode criar uma espécie de monopólio em algumas rotas, o que pode ser considerado irregular pelo ente regulador europeu, que as obrigaria a abandonar algum dos trajetos. Além disso, ainda falta a decisão da UE sobre a joint venture entre Iberia, British Airways e American Airlines, para a exploração conjunta de rotas no Atlântico Norte.

As autoridades americanas já deram seu sinal verde a essa operação. Em abril, Iberia e British Airways selaram o acordo de sua fusão, que cria uma das maiores companhias aéreas do mundo, com uma frota de mais de 400 aviões e voos para 200 destinos. A operação originará a terceira maior companhia aérea da Europa, atrás da Lufthansa e da Air France-KLM, e a quinta maior do mundo, depois das europeias e das americanas Delta Air Lines e American Airlines.

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