Bruxelas, 17 nov (EFE).- A Comissão Européia (CE, órgão executivo da União Européia), China e Estados Unidos acordaram hoje iniciar um projeto para uniformizar as normas de segurança para brinquedos, entre outras medidas destinadas a estreitar a cooperação na proteção dos consumidores.

Na primeira cúpula trilateral sobre segurança dos produtos de consumo, os respectivos responsáveis pelo assunto deram "o primeiro passo para falar com uma só voz", segundo afirmou a comissária de consumo da UE, Meglena Kuneva.

Kuneva acordou uma série de "ações concretas" com o vice-ministro chinês encarregado da vigilância de qualidade, Wei Chuanzhong, e com a presidente da Comissão dos produtos de Consumo dos EUA, Nancy Nord.

Para Kuneva, "o tema mais urgente e que mais preocupa" é a segurança dos brinquedos e, por isso, os responsáveis pactuaram um projeto para a harmonização das normas nesse setor do mercado, que esperam seguir discutindo no próximo ano.

O responsável chinês anunciou a disposição de seu país em aplicar novas normas para aumentar a segurança dos brinquedos, enquanto o representante americano disse que nos EUA "se acompanha muito de perto as propostas de Bruxelas sobre o assunto, porque se pretende fazer algo parecido".

Kuneva lembrou que a proposta da CE de proibir certos tipos de brinquedos contidos em alimentos está pendente de ser votada no Parlamento Europeu, e disse que em 2009 prevê elaborar novas normas gerais para os produtos destinados às crianças.

Fora isso, foram acordadas medidas bilaterais para aumentar a troca de informação, o controle e acompanhamento dos produtos, já que ainda 12% dos bens que chegam ao mercado comunitário "são de origem desconhecida", segundo Kuneva.

Em particular, a CE acordou com a China uma revisão do texto atual que fixa as condições de cooperação, que incluirá a ampliação das normas para os produtos alimentícios e novos regulamentos fitossanitários.

Segundo Nord, além disso, Bruxelas poderá estabelecer contato direto com a Comissão de Produtos de Consumo dos EUA, de modo que as autoridades de ambos poderão atuar "de forma transparente, direta e instantânea" quando recebam um alerta de segurança.

Europeus, chineses e americanos também acordaram a realização de outra cúpula em 2009, para conseguir que a colaboração seja "contínua e sustentável", anunciou Kuneva, que também se mostrou "disposta a impedir que a crise afete a defesa do consumidor". EFE ahg/rr

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