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UE apresenta plano de retomada econômica de 200 bilhões de euros

O presidente da Comissão Européia, órgão executivo da União Européia (UE), José Manuel Barroso, oficializou nesta quarta-feira as propostas de retomada econômica diante da recessão na Europa, de um valor total de 200 bilhões de euros, pedindo aos governos que aprovem a iniciativa.

AFP |

"Os períodos excepcionais pedem medidas excepcionais. Os empregos e o bem estar de nossos cidadãos estão em jogo", declarou em entrevista à imprensa em Bruxelas.

O plano do executivo europeu pede um esforço financeiro de um total de 200 bilhões de euros para toda a União Européia em 2009 e 2010, indicou Barroso, confirmando assim as informações que já haviam vazado para a imprensa.

Deste total, 170 bilhões virão dos governos nacionais. O restante virá do orçamento da UE e do Banco Europeu de Investimentos (BEI), braço financeiro da UE.

As propostas da Comissão devem ainda ser validadas pelos chefes de Estado e de Governo europeus durante uma cúpula nos dias 11 e 12 de dezembro em Bruxelas.

Inúmeros países como a Grã-Bretanha, a Alemanha e a França já anunciaram suas próprias medidas, ou manifestaram a intenção de fazê-lo.

Resta saber se os 27 países da UE aprovarão a proposta, que corresponde a 1,5% do PIB da UE, principalmente no leste da Europa, onde a situação é bastante delicada.

"Se não agirmos agora, corremos o risco de entrar num círculo vicioso de recessão com queda do poder aquisitivo e queda das receitas fiscais, alta do desemprego e excesso ininterrupto de déficits orçamentários", avisou Barroso.

O chefe do executivo europeu deu a entender que as medidas prometidas pela Alemanha ainda são insuficientes dado a importância de sua economia, a primeira do continente.

"Eu sei o que alguns Estados andam falando sobre o nível dos investimentos diante da recessão", disse, referindo-se às críticas de alguns países.

"Mas", acrescentou Barroso, "nossa posição é a melhor resposta, é um montante realista".

A Alemanha considerou apropriadas as linhas gerais do plano de retomada econômica proposto nesta quarta-feira pela Comissão européia, mas quer ainda "discutir os detalhes", segundo o porta-voz adjunto do governo.

"As ordens de grandeza propostas pela Comissão são apropriadas", disse Thomas Steg em entrevista à imprensa.

Steg destacou, no entanto, que a Alemanha já havia superado as expectativas do executivo europeu, adotando medidas de um total de 32 bilhões de euros, ou seja 1,3% do PIB alemão para sustentar a conjuntura.

"No que se refere aos detalhes do plano, será preciso ainda discutir com a Comissão", acrescentou Steg.

Segundo ele, o problema é que para atingir um nível de 1,5% do PIB médio da UE, todos os Estados devem liberar fundos equivalentes a quase 1,5% do PIB nacional; ou seja os mais ricos, como a Alemanha ou a França, deverão contribuir mais que os países menos ricos.

ylf/lm/sd

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