Luxemburgo, 14 jun (EFE).- Os ministros de Exteriores da União Europeia (UE) apoiaram hoje a ideia de impor ao Irã sanções além das aprovadas na semana passada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, e que poderiam incluir medidas no setor de energia.

Luxemburgo, 14 jun (EFE).- Os ministros de Exteriores da União Europeia (UE) apoiaram hoje a ideia de impor ao Irã sanções além das aprovadas na semana passada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, e que poderiam incluir medidas no setor de energia. As medidas serão estipuladas pelos chefes de Estado e Governo comunitários na cúpula da próxima quinta-feira em Bruxelas, disseram fontes diplomáticas. Os líderes comunitários estudarão a aprovação de "fortes medidas de acompanhamento e apoio" à resolução do Conselho de Segurança com novas sanções, destacou um texto de conclusões aprovado pelos ministros de Exteriores. Mesmo assim, a oferta de negociações com o Irã "segue na mesa", destacaram os ministros, que insistiram na disposição europeia em conseguir "uma solução negociada". Neste sentido, a UE anunciou hoje o envio de uma carta ao secretário-geral do conselho de Segurança Nacional iraniano, Saeed Jalili, para propor uma reunião "o mais rápido possível", a fim de discutir o programa nuclear iraniano. Se finalmente forem aprovadas na quinta-feira pelos líderes comunitários, as novas sanções que a UE estuda atingirão o setor de energia, haverá mais limitações ao comércio em setores de possível duplo uso civil-militar, mais restrições no setor de transportes e medidas mais restritas em questões de transportes, congelamento de bens e restrições de vistos. Em energia, serão proibidos os investimentos em projetos de petróleo e gás, assim como em equipamentos para este setor-chave na economia iraniana, segundo o texto de conclusões aprovado pelos ministros. Também estão previstas novas restrições à atividade em território comunitário de bancos iranianos. A resolução da última quarta-feira foi a quarta com sanções do Conselho de Segurança da ONU contra o Irã. Até agora, a UE havia aplicado as três primeiras sem ir adiante. EFE rcf/ab-dm

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