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UE apóia Mandelson em conversas da OMC apesar de França e Itália

Por William Schomberg and Doug Palmer GENEBRA (Reuters) - Os negociadores europeus ganharam o apoio da maioria dos países da União Européia neste sábado para pressionar com uma proposta para salva o acordo de comércio global, mas França, Itália e alguns outros países expressaram preocupações sobre como as conversações estão sendo feitas.

Reuters |

As negociações de Doha por um acordo global foram lançadas em 2001 para impulsionar a economia mundial e ajudar a combater a pobreza.

As chances de um foram descartadas mais cedo nesta semana devido a um impasse nas conversações, mas elas foram revitalizadas na sexta-feira quando novas propostas de compromissos foram bem recebidas por atores chaves da OMC.

'Ainda existem buracos na estrada... Mas nós estamos mais perto de um acordo do que jamais estivemos nesses últimos sete anos', afirmou o comissário do comércio da UE, Peter Mandelson, a repórteres no sexto dia de conversas intensivas.

Sem um avanço agora, as conversas podem ser congeladas por mais um ou dois anos, devido às mudanças de administrações nos Estados Unidos e União Européia e eleições na Índia.

Apenas poucos países da UE, incluindo aquele que detêm a presidência da UE, a França, se opuseram às propostas pedindo mais conversas quando Mandelson informou o bloco, segundo autoridades que estavam presentes à reunião.

Mandelson negocia acordos pelos 27 países da UE mas os membros têm o poder de vetar um acordo final.

O comissário britânico foi atacado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, por oferecer demais na agricultura e conseguir pouco retorno em bens industriais, ponto chave para a exportação européia de carros e produtos químicos e têxteis.

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, afirmou neste sábado que ele e Sarkozy possuem 'preocupações profundas' sobre as propostas e irão permanecer em contato enquanto as conversações continuam.

Mandelson afirmou que irá encontrar 'muita dificuldade política' para avançar sem um acordo nas chamadas Indicações Geográficas que são combatidas por Estados Unidos e Canadá.

Eles temem que seus exportadores de alimentos sejam levados à falência com tais regras.

A Alemanha, maior exportador de bens cujo apoio é crucial para as esperanças de Mandelson de frustrar os opositores franceses, apoiou o acordo proposto na OMC apesar de ter se desapontado por países como a Índia e Brasil poderem proteger grande parte de seus setores industriais dos cortes de tarifas.

Um diplomata afirmou que as negociações da OMC, originalmente agendadas para serem finalizadas neste sábado, se estenderão até quarta-feira, mas um porta-voz da OMC afirmou que não existe uma data formal para o encerramento.

O foco das conversas deste sábado mudou para serviços, com os países sinalizando quais são os setores --como seguros ou telecomunicações-- que eles estão preparados para abrir.

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