Bruxelas, 10 nov (EFE).- O Ecofin, que reúne os ministros de Finanças da União Europeia (UE), chegou hoje a um consenso de que é necessário um enfoque comum sobre como tratar os chamados bancos maus, em que alguns países querem agrupar os ativos tóxicos que estão dificultando a recuperação da confiança no setor financeiro.

Os 27 países-membros concordar em tirar do caminho esses ativos problemáticos -em sua maioria, produtos e créditos duvidosos, que não têm liquidez porque ninguém quer comprá-los- dos balanços dos bancos.

Sem isso, afirmam que o crédito seguirá sem chegar às empresas e às famílias.

Entretanto, ponderaram que "é preciso flexibilidade para que cada país utilize o mecanismo mais adequado a seu setor financeiro" e uma estreita supervisão das medidas.

Alguns Estados-membros, como Reino Unido e Holanda, estudam oferecer garantias estatais sobre os ativos problemáticos em vez de segregá-los.

Os ministros encarregaram a Comissão Europeia de elaborar orientações sobre a gestão destes mecanismos, especialmente quanto à fixação do preço dos ativos -uma questão difícil, porque eles estão, em geral, muito desvalorizados-, para assegurar a compatibilidade das ajudas estatais com a legislação europeia sobre concorrência.

O comissário europeu de Assuntos Econômicos e Monetários, Joaquín Almunia, se comprometeu a publicar diretrizes nas próximas semanas, semelhantes às adotadas para facilitar as recapitalizações e os sistemas de garantia pública para os bancos. EFE epn/jp

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