Bruxelas, 6 nov (EFE).- A Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) considerou hoje que, apesar da crise, evitou-se a escalada protecionista entre os parceiros comerciais do bloco europeu, inclusive com o lançamento de 223 novas restrições e iniciativas que distorcem o mercado entre outubro de 2008 e o mesmo mês deste ano.

Entre as medidas lançadas pelas autoridades dos países não comunitários estão aumentos nas tarifas, barreiras às exportações, contratação pública e medidas governamentais de investimento, segundo um relatório apresentado hoje pelo Executivo comunitário.

Segundo a Comissão Europeia, todas estas medidas fizeram com que as exportações da UE caíssem aproximadamente 5%.

"O pior cenário foi evitado", disse um porta-voz da Comissão hoje, durante uma entrevista coletiva, "graças aos acordos adquiridos dentro" do Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e os principais emergentes), acrescentou.

Durante a cúpula que os países mais industrializados e os emergentes mais importantes mantiveram em novembro de 2008, em Washington, comprometeram-se a não introduzir novos obstáculos ao investimento e à troca de bens e serviços.

O relatório alerta sobre o risco de que certas medidas continuem após a superação da crise econômica, especialmente nos países que não pertencem à Organização Mundial do Comércio (OMC), como a Rússia.

Por isso, a comissária de Comércio da UE, Catherine Ashton, disse que a "vigilância" deve continuar para "garantir o compromisso com um mercado aberto e justo".

"A história nos diz que as medidas protecionistas não fazem parte de uma política coerente para a recuperação econômica", afirma o relatório. EFE aal/an

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