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UE aceita negociar com Colômbia e Peru fora da Comunidade Andina

Bruxelas, 11 nov (EFE).- A comissária européia de Relações Exteriores, Benita Ferrero-Waldner, propôs hoje começar só com a Colômbia e o Peru as negociações comerciais do futuro acordo de associação entre a Comunidade Andina de Nações (CAN) e a União Européia (UE), sem esperar Bolívia e Equador.

EFE |

Após vários adiamentos das negociações "bloco a bloco" entre a UE e a CAN, Ferrero-Waldner optou por não esperar mais e avançar somente com a Colômbia e o Peru, embora deixando a porta aberta a que Bolívia e Equador "se incorporem quando quiserem".

A proposta da comissária, que conta com o apoio o presidente do Executivo comunitário, José Manuel Durão Barroso, deve ser agora respaldada oficialmente pelo colégio europeu de comissários e pelos 27 Governos da UE, que decidirão, além disso, se o diálogo se efetua com os dois países ao mesmo tempo ou de forma individual.

A comissária européia recebeu em Bruxelas os chanceleres da Colômbia, Jaime Bermúdez Merizalde, e do Peru, José Antonio García Belaúnde, depois que o Equador, na Presidência temporária da CAN, pedisse um adiamento da reunião inicialmente prevista com todos os membros do bloco.

Ferrero-Waldner assegurou à imprensa que lamentava o fato de "que não tivesse sido possível um consenso dos quatro países andinos sobre a negociação comercial", como pareceu na última cúpula andina de Guayaquil.

Em entrevista coletiva conjunta, o chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, assegurou que o processo que hoje se abre "não quebra nenhuma unidade" dentro da Comunidade Andina, mas "abre opções mais interessantes e mais realistas" para avançar.

García Belaúnde lembrou, por sua vez, que o próprio presidente do Equador, Rafael Correa, tinha apontado a possibilidade de um formato mais flexível para a negociação comercial.

O chanceler peruano mostrou-se a favor de que "todos os países andinos participem desta negociação quando estiverem dispostos".

"O que o Peru não está disposto é a negociar em ritmo mais lento ou que, por razões ideológicas, não se esteja disposto a negociar certos temas", acrescentou.

Ainda afirmou que o Peru fará todos os esforços necessários para concluir o acordo com a CE para julho do próximo ano, antes que culmine o mandato da Comissão Européia no segundo semestre de 2009.

Por outro lado, Bermúdez disse que Colômbia demonstrou ao longo destes 14 meses de negociações "toda a boa disposição" para montar um cenário "bloco a bloco" que conviesse a todos, uma situação que não foi possível.

"Como país, nós entendemos a diferença de interesses, de tempos, de conveniência que manifestaram Bolívia ou Equador. As respeitamos e aceitamos e o que agora pede a Colômbia é que se respeite sua urgência em negociar", afirmou.

Além disso, em outro encontro com os jornalistas anunciou que tanto seu país como o Peru solicitaram à Comissão Européia negociar seus acordos de associação econômica "de maneira paralela", mas "separados" e "independentes".

Nesse contexto, indicou que o diálogo bilateral é uma possibilidade que Barroso já tinha colocado ao presidente colombiano, Álvaro Uribe, e que, concretizado, não romperia nenhuma norma interna da Comunidade Andina.

"Não deve afetar" a CAN, apontou, já que é algo que "já ocorreu no passado", como o Tratado de Livre Comércio com os Estados Unidos.

Bermúdez também se mostrou confiante em obter uma resposta da Comissão sobre a possibilidade de negociar bilateralmente na próxima semana ou no início da seguinte, por meio de uma carta de Barroso.

"Para nós", insistiu Bermúdez "é fundamental poder avançar nesta negociação, mais ainda nestes momentos de crise financeira mundial".

A Colômbia, explicou, "como muitos países do mundo e como a União Européia também, tem que explorar mais oportunidades de mercado e de negócios e investimentos, para que todos sejamos menos afetados por estas conjunturas".

Por outro lado, Ferrero-Waldner explicou o propósito de Bruxelas é "ir mais rapidamente possível, embora de uma negociação se saiba quando começa, mas não quando termina", advertiu a comissária.

Amanhã, os negociadores dos dois países terão a primeira reunião em Bruxelas com analistas das direções gerais de Comércio e Relações Exteriores da Comissão Européia. EFE rja/jp

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