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Ucrânia e Rússia assinam acordo para a retomada do fluxo de gás

Por Dmitry Zhdannikov e Pete Harrison MOSCOU/BRUXELAS (Reuters) - A Rússia e a Ucrânia assinaram um acordo na segunda-feira, pela segunda vez, a fim de permitir a retomada do fornecimento de gás russo à Europa, cortado há quase uma semana em meio a temperaturas baixíssimas.

Reuters |

Mais cedo, na segunda-feira, a Ucrânia retirou pontos que acrescentara ao acordo, cancelado no fim de semana, para resolver a mais recente disputa. Isso deve permitir uma verificação independente do fluxo de gás, uma exigência russa.

A Rússia acusou a Ucrânia de desviar gás para compensar perdas sofridas desde que Moscou fechou os registros no dia 1 de janeiro em uma disputa sobre preços do gás. A Ucrânia nega a acusação.

"O documento finalmente foi assinado", disse Alexander Medvedev, vice-chefe-executivo da Gazprom, estatal russa que monopoliza a exportação de gás.

Ele afirmou em uma entrevista coletiva em Bruxelas que o fornecimento deve ser restabelecido às 7h GMT de terça-feira, "se não houver obstáculos".

A Gazprom e a Ucrânia haviam dito que levaria ao menos 36 horas para o gás chegar à fronteira da União Européia após a retomada do fluxo.

A disputa colocou em evidência a dependência do bloco de 27 países ao gás russo.

"A crise deve encorajar os estados membros a transformar a segurança energética em uma prioridade maior do que foi até agora", disse o ministro tcheco do Comércio e Indústria, Martin Riman, em entrevista por telefone.

Ele afirmou que a UE precisa acelerar as conversações para encontrar fontes alternativas de energia, construindo gasodutos e firmando acordos para evitar ser pega em interrupções de fornecimento como essa.

A polêmica sobre o gás é também uma disputa de poder entre os vizinhos, cujas relações estão estremecidas desde que a Ucrânia elegeu líderes pró-Ocidente e tenta reduzir a influência russa.

A Ucrânia, que quer participar da aliança militar Otan e da UE, ainda tem de resolver uma disputa com a Rússia sobre o seu abastecimento de gás.

"Acredito que os 12 dias (que a Ucrânia passou sem gás) mostram que a Ucrânia se preparou para todas as eventualidades seriamente. A Ucrânia se segurou e pode aguentar muito mais", disse em uma entrevista coletiva Andriy Goncharuk, o conselheiro para política exterior do presidente.

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