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Kiev, 13 jan (EFE).- A Ucrânia afirmou que o fornecimento de gás à Europa não foi retomada hoje porque a estatal russa Gazprom organizou-o de forma que seu bombeamento paralisaria o abastecimento de quatro regiões ucranianas.

A companhia ucraniana Naftogaz, também estatal, indicou que a rota escolhida pela Gazprom para retomar o bombeamento aos Bálcãs era diferente da habitual e requeria cortar a provisão interna às regiões ucranianas de Lugansk, Donetsk, Odessa e, parte de Dnepropetrovsk.

"É por isso que o gás não circula para retomar o trânsito à Europa. O combustível chegou a Sudzha (estação de bombeamento russa na fronteira com a Ucrânia), mas nós não podemos abrir a torneira", disse à imprensa o chefe da Naftgaz Oleg Dubina, segundo a agência "Unian".

Ele acrescentou que, para o gás chegar à estação ucraniana ocidental de Orlovka, como pretende a Rússia, a Naftogaz propôs à Gazprom que o entregue pela via tradicional, através das estações russas de Valuyka e Pisarevka.

A Naftogaz denunciou, pouco antes, que a Gazprom ainda informou no último momento, do volume do gás que se propõe a bombear e a direção do trânsito, diferente da habitual e que criaria problemas para o abastecimento interno.

"Os volumes e direção da provisão não foram acordados a tempo entre os operários dos dois sistemas de gasodutos, o que contradiz gravemente as normas existentes de funcionamento seguro dos gasodutos de passagem", afirma a empresa ucraniana.

O fornecimento de gás russo aos Bálcãs, Turquia e Moldávia deve ser restabelecido hoje. EFE se-bk/jp