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Ucrânia desafia Rússia a levar crise do gás a tribunais arbitrais

Varsóvia, 14 jan (EFE).- O presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, disse hoje que a Ucrânia nunca impediu a distribuição do gás russo, e desafiou Moscou a ir aos tribunais arbitrais se realmente acha que Kiev é responsável pela atual guerra do gás, que mantém metade da Europa congelada há 14 dias.

EFE |

Em entrevista coletiva conjunta com seu colega polonês, Lech Kaczynski, Yushchenko frisou que seu país cumpriu todas as obrigações com a empresa russa Gazprom, ao passo que a Rússia insiste em que a Ucrânia se receusou a receber o combustível e repassá-lo aos países consumidores.

"Nosso país faz tudo o que pode para que o gás chegue à Europa", disse o chefe de Estado ucraniano, que lembrou que o preço que a Ucrânia paga pelo gás russo, de acordo com os preços atuais, não deveria passar de US$ 210 por cada mil metros cúbicos.

Para Yushchenko, o Kremlin está se valendo da disputa sobre o gás para exigir um preço excessivo pelo combustível e ganhar poder sobre a rede de distribuição ucraniana, enquanto vários países europeus sofrem as conseqüências do desabastecimento.

O presidente ucraniano chegou a fazer uso de recursos gráficos para explicar passo a passo aos jornalistas a evolução da situação desde 1º de janeiro, quando a Rússia suspendeu o envio de gás em função das divergências tarifárias com a ex-república soviética.

O presidente polonês, que até agora é um dos mais firmes defensores de Kiev neste conflito, disse que "é do interesse da Ucrânia e da Polônia que se conheça a verdade, e só a verdade, sobre o gás".

Por sua vez, o presidente da Rússia, Aleksandr Medvedev, convocou hoje, para o próximo sábado, em Moscou, uma cúpula de chefes de Estado e de Governo dos países consumidores do gás russo, na qual espera conseguir um acordo para pôr fim à crise. EFE nt/sc

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