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UBS: queda da produção no Brasil é pior que média dos emergentes

A queda de 14,5% da produção industrial brasileira no comparativo anual foi muito pior do que o declínio médio de cerca de 6,5% para os mercados emergentes, segundo cálculo do economista para mercado emergentes do UBS, Jonathan Anderson. O resultado da produção industrial de dezembro foi muito pior do que o desempenho do setor na China, Polônia, Índia; pior do que o da Rússia, com seu estresse no sistema financeiro e de pagamentos, e quase tão ruim quanto a Taiwan e Coreia, com exposições muito maiores a exportações (sem mencionar as pequenas economias da Europa do Leste que estão passando pelo impacto duplo dos choques da desalavancagem e nas exportações), observou Anderson, em relatório distribuído hoje.

Agência Estado |

Mostrando-se surpreso com os números, o analista sinalizou que há riscos fortes de baixa das previsões atuais do banco para o Brasil (que preveem crescimento positivo para 2009 como um todo). Dois dados chamaram a atenção de Anderson. O primeiro é a deterioração da produção em bens de capital e intermediários, o que não traz um panorama positivo para os investimentos no longo prazo. O segundo é que o desmonte de estoques pode ser um tema de defesa para os números ruins de alguns setores, mas não significaria que o consumo subjacente e os gastos com investimentos não estariam entrando em colapso concomitantemente.

"Os volumes de vendas ainda subiram em novembro no comparativo anual, mas começaram a cair sequencialmente e, se isso continuar, não demorará para atingir um efeito negativo como contribuinte para o crescimento também", destacou.

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