SÃO PAULO - O banco suíço UBS teve prejuízo de 8,1 bilhões de francos suíços (US$ 7 bilhões) no último trimestre do ano passado e prejuízo de 19,7 bilhões de francos suíços em 2008 como um todo, a pior perda já registrada por um grupo suíço. Muitos analistas esperavam um prejuízo trimestral de 7,5 bilhões de francos suíços. Nos três últimos meses de 2007, o UBS perdeu quase 13 bilhões de francos suíços.

A instituição atribuiu o mau desempenho trimestral à perda de 7,5 bilhões de francos em sua atividade de banco de investimento, que sofreu impacto da depreciação no valor de ativos, entre outros fatores.

De outubro a dezembro de 2008, o UBS eliminou 1.782 postos de trabalho, a maioria na área de banco de investimento, e tem planos de cortar outras 2 mil vagas. No braço de banco de investimento, a intenção é reduzir a equipe a 15 mil pessoas no fim deste ano em comparação aos mais de 17 mil funcionários no fim de dezembro de 2008.

Vale recordar que o UBS se encontrou muito exposto a investimentos atrelados a hipotecas afetados pela crise no setor de crédito. Em outubro do ano passado, o banco recebeu ajuda do governo, que transferiu ativos tóxicos para um fundo detido pelo Swiss National Bank (SNB) a fim de livrar-se dos ativos de alto risco de seu balanço.

O UBS notou um início de ano encorajador, mas fez a ressalva de que as condições nos mercados financeiros "permanecem frágeis". Ao mesmo tempo, observou que os governos estão adotando medidas para aliviar as condições monetárias e fiscais. "Nossa perspectiva de curto prazo continua cautelosa", comentou a instituição em nota. O executivo-chefe do banco, Marcel Rohner, acredita que o UBS voltará a ter lucro.

Visando a ajustar-se às novas condições de mercado e a um ambiente de transformação, o banco suíço criou duas divisões de negócios, a Wealth Management & Swiss Bank, sob direção de Franco Morra e Juerg Zeltner, e a Wealth Management Americas, liderada por Marten Hoekstra.

(Valor Online, com agências internacionais)

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