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UBS demite responsável do departamento de obrigações nos EUA

O grande banco suíço UBS, que está sendo investigado pelas autoridades de Massachusetts e Nova York, demitiu o responsável de seu setor de bônus nos EUA, afirmou neste sábado o Wall Street Journal.

AFP |

Segundo fonte do próprio USB, David Shulman, que também era responsável das "obrigações municipais" em todo o mundo, foi suspenso em julho.

Os estados de Massachusetts e Nova York afirmam que o banco suíço estava ciente, no fim de 2007, das dificuldades do mercado de ARS ("auction-rate securities"), mas continuou oferecendo esta opção de investimento a seus clientes.

O ministro da justiça do estado de Nova York Andrew Cuomo anunciou quinta-feira que apresentou um recurso contra o banco suíço, acusando-o de ter enganado milhares de investidores americanos e pediu indenizações a estes últimos no valor de US$ 25 bilhões, segundo um comunicado publicado nesta quinta-feira.

Cuomo, que também é o procurador-geral do Estado, acusa o UBS de ter apresentado, de forma errada, a seus clientes produtos financeiros chamados ARS ("auction-rate securities") como uma aplicação da qual eles poderiam se desfazer facilmente se desejassem recuperar seus fundos.

"Queremos recuperar bilhões de dólares em nome dos clientes do UBS e enviar uma mensagem forte ao resto da indústria para indicar que este tipo de conduta enganosa não será tolerada", explicou Cuomo no comunicado.

Segundo o ministério da Justiça do estado de Nova York, 50.000 clientes estão envolvidos neste caso, entre eles 7.000 nova-iorquinos.

Os ARS são obrigações à taxa variável determinada por leilões, um mercado de várias centenas de bilhões de dólares, que vem enfrentando muitas dificuldades desde o início do ano.

A taxa de juros destas obrigações é atualizada toda semana ou todo mês por um mecanismo de leilões.

A cada leilão, o investidor que possui estas obrigações pode se desfazer delas, cedendo-as a um outro, o que as torna teoricamente muito "líquidas" ou fáceis de vender.

Mas a propagação da crise financeira bloqueou o mecanismo dos leilões em fevereiro, e o volume de ofertas diminuiu de modo significativo. O disfuncionamento impediu então os investidores de revender suas obrigações.

fga/lm

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