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TV influencia índices de obesidade e felicidade

Proibir comerciais de fast-food durante programas infantis na televisão poderia reduzir em 18% o número de crianças acima do peso e, em 14%, o de adolescentes obesos nos Estados Unidos, segundo calcularam economistas em um recente estudo. Os pesquisadores usaram modelos estatísticos para relacionar as taxas de obesidade ao tempo que as crianças passam assistindo a propagandas de produtos de fast-food e concluíram que, quanto maior o tempo, maior também o risco de obesidade infantil.

Agência Estado |

O estudo foi publicado este mês na revista The Journal Of Law and Economics.

"Não há muita evidência de que as crianças acima do peso assistam mais televisão do que outras crianças", disse Michael Grossman, professor de Economia da City University de Nova York. "Estamos discutindo a relação de causa e efeito entre a quantidade de mensagens transmitidas e a obesidade. Assistir a um número maior dessas mensagens está levando as pessoas a engordar". Os co-autores do estudo são Shin-Yi Chou, do Lehigh College, e Inas Rashad, da Universidade do Estado da Georgia.

A avaliação se baseia em dados mais antigos colhidos no final da década de 90, diz Elaine Kolish, porta-voz do Conselho do Better Business Bureau. Desde então, duas das maiores cadeias de lanchonetes - Burger King e McDonalds - e mais de uma dezena de outras companhias assinaram um compromisso de anunciar somente seus produtos mais saudáveis para as crianças com menos de 12 anos.

Tanto o Burger King quanto o McDonalds anunciam agora refeições infantis que incluem palitos de maçã e leite com baixo teor de gordura. "Não posso deixar de pensar que o fato de duas enormes cadeias anunciarem maçãs e leite para crianças deverá afetar as preferências do consumidor infantil", disse Kolish.

Segundo outro estudo sobre os hábitos dos americanos, pessoas "infelizes" assistem 30% mais televisão do que as "felizes", cujo tempo livre é gasto em atividades sociais, religiosas ou com leitura. O estudo é um dos primeiros a comparar as atividades das pessoas em seu tempo livre com a auto-estima. As pessoas que se descreveram como "muito felizes" assistem à TV até 5,6 horas a menos por semana do que aquelas que se dizem "não tão felizes". Segundo os pesquisadores, o resultado não significa que a televisão causa infelicidade, mas aponta que há uma ligação ainda não compreendida entre bem-estar e o passatempo televisivo.

O estudo foi publicado na revista Social Indicators Research e foi baseado em uma pesquisa de opinião com quase 40 mil pessoas de 18 a 64 anos.

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