Tamanho do texto

Uma das sérias mais populares do mundo, E.R (Plantão Médico como é conhecido no Brasil), se despede de seus fãs na noite desta quinta-feira, quando vai ao ar o último episódio de 15 temporadas de altos e baixos em termos de sucesso.

Depois de 332 episódios atendendo pacientes e resolvendo os casos amorosos dos médicos, a série da NBC - conhecida também por ter lançado o galã George Clooney -, encerra sua longa trajetória com um especial de duas horas.

Os fãs que não perderam um só episódio ao longo de todos esses anos e se emocionaram com a morte de Marc Green ou o primeiro beijo de Doug e Carol voltarão a ver rostos muito conhecidos nesse último episódio.

Ambientado na sala de emergência de um hospital de Chicago, "Plantão Médico" nasceu em 1994 de um roteiro esrito por Michael Crichton, autor de sucessos cinematográficos como "O parque dos dinossauros".

O êxito imediato da série marcou a ascensão do galã George Clooney - o dr. Doug Ross -, que recebeu uma avalanche de prêmios por sua atuação, do Emmy até o Globo de Ouro antes de deixar a TV para se transformar num ator, produtor e diretor respeitado e reconhecido com o Oscar.

"Plantão Médico" atraiu, inclusive, diretores de cinema: Quentin Tarantino assinou o episódio 24 da primeira temporada, intitulado "Maternidade" e difundido em 1o. de maio de 1995.

Caracterizado por um ritmo visual frenético, com as cenas geralmente gravadas com uma câmara sobre o ombro, a série mobilizou diante da TV a cada semana milhões de americanos e fãs em todos os países onde foi exibida.

O programa ganhou 122 indicações ao Emmy, ganhando 22 ao todo.

Depois da saída de Clooney em 1999, junto com outros atores, o seriado nunca mais alcançou o recorde de audiência de 47,8 milhões de telespectadores de 1998, depois dos 23,8 milhões do primeiro episódio.

No entanto, até hoje continua sendo um êxito de público, com 10,3 milhões de telespectadores em março de 2009 e um vigésimo lugar no ranking dos programas de tv mais vistos.

A NBC triplicou suas tarifas publicitárias para o último programa, e o anúncio de 30 segundos passou de 135.000 a 425.000 dólares, segundo a TNS Media Intelligence.

"É hora de desconectar o respirador", ironiza o jornal USA Today em função da fama da série jamais terminar. "Teria sido melhor encerrá-la há seis ou sete anos, quando ainda era criativa", sentencia a publicação.

"O drama médico de maior duração da história. Em termos de pularidade, é preciso voltar aos ano 1960 e aos dias de glória de 'Bonanza' para se equiparar com essa série", afirmou, por sua vez, o Hollywood Reporter.

mes/cn

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.