Tamanho do texto

NOVA YORK - Além dos homens engravatados e correndo com seus aparelhos Blackberry na mão, a paisagem na região de Wall Street, onde fica a Bolsa de Valores de Nova York, exibe também turistas curiosos e pastores que tentam convencer os acionistas a deixarem seus bens materiais para trás.

"Quis ver de perto o que tanto falam da crise de Wall Street. Uma pena que não dá para entrar no prédio e ver como as coisas funcionam", afirmou Hermann Inge, alemão de 34 anos que está na cidade a passeio com sua mulher.

A região de Wall Street fica no sul da ilha de Manhattan, em Nova York. Ponto turístico já comum, a rua fica perto de onde era o World Trade Center e em dias normais já recebe um bom número de turistas.

"Depois de toda essa crise nos mercados, o número de pessoas que vêm tirar foto aqui em frente aumentou bastante. As pessoas param, tiram fotos e pedem para conhecer lá dentro. Infelizmente, é impossível", explicou o policial Jonathan Brandon, que desde os atentados de 11 de Setembro faz guarda em frente ao prédio da Bolsa de Valores.


Wall Street passou a receber mais turistas após a crise

"A culpa é do dinheiro"

No meio da rua em frente à Bolsa, que é fechada para o tráfego, um homem negro e de terno levanta os braços e começa a rezar em voz alta. Em seguida, pede que as pessoas se aproximem, mas os turistas ao redor parecem não ligar para o que o homem diz.

Aos 54 anos, "reverendo Jeremiah", como quer ser chamado, diz ser um "mensageiro do Senhor". "Estou aqui pra trazer a palavra do senhor para os homens de Wall Street. Essa crise já estava anunciada. A culpa é do dinheiro e da ganância", disse.

Por cerca de uma hora Jeremiah segue pregando, mas não consegue chamar a atenção dos turistas e operadores da Bolsa, que começam a deixar o prédio sem falar com a imprensa que esperava do lado de fora após mais um dia de crise.


"Reverendo Jeremiah" prega em frente ao prédio da Bolsa de Valores de NY

Para saber mais