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Turista troca exterior por viagem doméstica

Em vez de Buenos Aires, Porto Seguro, na Bahia, ou Vila Velha, no Espírito Santo. Essa é a troca que a bancária Maíra Alencar de Moura, de 28 anos, vai fazer diante da crise mundial e da escalada do dólar.

Agência Estado |

Ela, o marido, a avó e uma amiga planejavam fazer um cruzeiro de uma semana para a capital argentina, quando o dólar ainda estava cotado a R$ 1,80.

No entanto, o dia em que ela fecharia o contrato foi o mesmo em que o mundo soube da quebra do banco Lehman Brothers e do pedido de empréstimo bilionário da seguradora AIG.

"Acho que no fim daquele dia o dólar chegou a R$ 2. Teríamos um gasto adicional de pelo menos R$ 1 mil, incluindo bebida e passeios, todos em dólar", afirma. "Acho que terá de ficar para 2010. Isso se até lá a situação melhorar, pois acho que vamos entrar numa recessão."

Duas das entidades mais representativas do setor de turismo avaliam que a decisão de Maíra será a tendência para a alta temporada que se aproxima. A Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav) e a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih) prevêem que os brasileiros deixarão de ir para destinos típicos dessa época, como Miami, para fazer viagens domésticas.

"Todo mundo tem de ter um pouco de calma. Parar e não entrar em histeria, porque tem muita especulação em crise. Para o turismo é um momento de parada. Aquela pessoa que ia fechar hoje um pacote para o exterior vai parar para pensar", diz o presidente da Abav Nacional, Carlos Alberto Amorim Ferreira. "O brasileiro que estava indo para Miami ou Buenos Aires, que estavam baratíssimos, já vai pensar duas vezes", acrescenta o presidente da ABIH Nacional, Álvaro Bezerra de Mello.

Tanto Abav quanto Abih também enxergam uma reversão de um movimento anterior ao da crise, quando estrangeiros deixaram de vir para o Brasil por causa da valorização do real. "Estava caro para o americano, europeu virem para cá. A alta do dólar vai dar um alento para vendermos mais", afirma Mello. O presidente da Abih lembra que desde o fim do ano passado o número de vôos fretados da Europa para o Brasil recuou 70%.

Mesmo com a crise, a Abav estimativa que 2008 vá fechar com crescimento de 25% nas vendas. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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