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Turismo na Copa 2014 leva R$ 2 bilhões

Para atender à demanda por infraestrutura no setor do turismo, o governo federal vai desembolsar R$ 2 bilhões entre este ano e 2014, além de assumir as contrapartidas de Estados e municípios. A medida acelera a liberação de financiamentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Corporação Andina de Fomento (CAF).

Agência Estado |

Com isso, os governos estaduais e municipais terão acesso a R$ 4,730 bilhões em recursos para o Prodetur Nacional, programa voltado para o desenvolvimento do turismo. O pagamento das contrapartidas será gradual, ao longo da execução dos projetos. A expectativa do diretor do Departamento de Programas Regionais do Desenvolvimento do Turismo, Edimar Gomes da Silva, é que apenas sete dos 28 projetos apresentados sejam liberados neste ano. Se essa previsão for confirmada, serão beneficiados os Estados do Ceará, Rio de Janeiro, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Goiás e Piauí, além do município de Fortaleza.

Segundo dados do Ministério do Turismo, isso representaria empréstimo total de R$ 1,6 bilhão em 2010. Já as contrapartidas do governo federal somariam R$ 671 milhões. "Assumimos as contrapartidas desde 2006 porque os Estados e municípios não têm capacidade de investimento. O turismo estimula o aumento de emprego e renda, contribuindo para o crescimento local", afirmou Silva.

No ano passado, a União destinou R$ 200 milhões do orçamento para cobertura de contrapartidas. O mesmo valor está previsto para este ano.

Em 2007, o governo federal fechou com o BID um acordo para liberação de US$ 1 bilhão. Somente neste ano foi aprovado o primeiro empréstimo. Serão R$ 45 milhões para o Ministério do Turismo investir, por exemplo, em qualificação profissional e elaboração de projetos.

O contrato, que já passou por apreciação do Senado, deve ser assinado em, no máximo, três semanas. Mas para o diretor do ministério, não houve demora na aprovação do empréstimo. Segundo ele, o prazo médio para liberação de uma operação com esta é de, pelo menos, dois anos.

Facilidades. O chefe de Operações do BID, Jaime Mano, destacou que a grande vantagem do empréstimo é o prazo de 20 anos para pagamento. As taxas de juros também são atrativas. São mais baratas até do que linhas oferecidas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo Mano, o BID já teve no Brasil uma atuação bem sucedida com o Prodetur-Nordeste. Ele ressaltou que os projetos desenvolvidos, como recuperação de patrimônio histórico, trouxeram investidores para o Brasil, ajudando a estimular a economia local. "Os projetos têm uma capacidade de geração de investimento muito grande. Temos verificado que para cada dólar público colocado são atraídos US$ 10 da iniciativa privada", contou Mano.

Como a demanda por recursos é superior a US$ 1 bilhão, a ideia é que o que não for atendido pelo BID seja absorvido pelo CAF. A prioridade do CAF são as 12 cidades sede da Copa do Mundo.

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