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Turbulência já pesa nas previsões de aumento de crédito no país

SÃO PAULO - O agravamento da crise internacional e o temor de possível contágio no ambiente doméstico já afeta as projeções do mercado financeiro para o crescimento da carteira de crédito total do país. Pesquisa divulgada hoje pela Federação dos Bancos Brasileiros (Febraban), feita de 17 a 19 deste mês junto a 26 bancos, mostra também que 56% dos consultados acreditam que o risco de contágio para a economia local é médio.

Valor Online |

O levantamento, feito sempre na semana seguinte à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), mostra que pela primeira vez neste ano as estimativas dos bancos para a taxa de expansão da carteira total em 2008 encolheu, passando de 24,97% na pesquisa de julho para 23,94% agora. Para 2009 também houve retração, com expectativa de expansão de 19,33%, contra projeção anterior de alta de 21,13%.

O novo economista-chefe da Federação, Rubens Sardenberg, acredita que essa piora das estimativas se deve ao aumento da cautela do mercado, mas ele acredita que o problema observado no momento se limita às linhas de financiamento de comércio exterior, sem riscos de liquidez e de funding para o sistema financeiro local.

"Os ajustes (das previsões) de crédito estão na margem e não alteram radicalmente o movimento que havia antes", disse hoje, lembrando que a alta das carteiras ainda é bastante relevante no país.

As projeções para a carteira de crédito a pessoa jurídica também tiveram a taxa de crescimento reduzida. Agora o conjunto de bancos espera que a expansão será de 27,14% neste ano e de 20,46% em 2009. Na pesquisa de julho, as projeções de crescimento desse tipo de carteira eram de 29,02% em 2008 e de 23,63% no ano que vem.

Sardenberg avalia que com o encaminhamento do plano americano para estancar a crise, as previsões tendem a se normalizar.

Outro reflexo evidente da piora do cenário externo aparece nas projeções dos bancos para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB). O crescimento para 2009, que era previsto em 3,9% em julho, passou para 3,75% no levantamento feito na semana passada.

Segundo Sardenberg, nesta análise de crescimento econômico pesa não só o fator externo, mas também a elevação da taxa Selic, que voltou a subir no dia 10 de setembro. Esses mesmos fatores tiveram peso para a piora da previsão para a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que deve fechar 2009 com expansão de 9,79%, abaixo do esperado na pesquisa anterior, de 10,45%.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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