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Trichet: Impacto econômico é difícil de avaliar por causa de incerteza

Paris, 2 out (EFE).- O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, afirmou hoje que o impacto da crise financeira na economia real é difícil de avaliar, em particular porque estamos em um período de um nível de incerteza excepcional.

EFE |

"O impacto da correção financeira sobre a economia real é difícil de avaliar", declarou em uma entrevista à emissora "France 24" Trichet, que não quis comparar a situação com a de 1929 e se limitou a dizer que "não se viveu" algo parecido desde a Segunda Guerra Mundial.

"Vivemos um momento excepcional, grave na história financeira.

Provavelmente o mais grave para os países ocidentais desde a Segunda Guerra Mundial", declarou.

Segundo ele, "nada no passado se parece ao visto atualmente e em particular à incerteza", e se negou a prever quanto durará o expurgo dos mercados: "é um processo em andamento".

Perguntado sobre a possibilidade de recessão na Europa, respondeu com um "veremos" antes de dizer que nos países da moeda única "já dissemos que o segundo e o terceiro trimestre serão muito negativos".

Entretanto, na zona do euro "não há grandes desequilíbrios internos, nem grandes desequilíbrios externos", ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos.

Estamos em um período "de pequeno crescimento", mas também incerto, entre outras coisas por causa da evolução do preço do petróleo e também "há um fator essencial, que é a confiança, o fator que mais falta", declarou.

Sobre um eventual plano europeu para o salvamento do setor financeiro de 300 bilhões de euros planejado pela França, o presidente do BCE afirmou: "não sei se temos este plano, acho que se desmentiu".

Não disse apenas que não tem "conhecimento de um plano que seria idêntico ao dos Estados Unidos", mas também não vê como seria possível com a estrutura institucional da UE, que não é a dos EUA.

"Cada qual deve assumir suas responsabilidades, se mantendo fiel aos princípios europeus", declarou Trichet antes de se mostrar "a favor de que o conjunto dos europeus faça o que é necessário" e afirmou que "veremos as grandes orientações após a reunião de Paris" do próximo sábado entre os quatro países europeus do G8 (Alemanha, França, Itália e Reino Unido).

O presidente do BCE participará deste encontro, da mesma forma que o presidente da Comissão Européia e o do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker.

"Espero que possamos ir para o fundo das coisas, pois a situação é grave", concluiu Trichet. EFE ac/fal

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