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Trichet estuda realizar novos cortes dos juros na zona do euro

Arantxa Iñiguez. Frankfurt (Alemanha), 5 fev (EFE).- O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, afirmou hoje que a entidade cortará novamente, em março, os juros para a zona do euro, provavelmente em 0,5 ponto percentual, até o mínimo histórico de 1,5%.

EFE |

"Não descarto que possamos baixar as taxas em nossa próxima reunião", pois a zona do euro passa pela pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial, afirmou Trichet após a reunião do Conselho de Governo na sede da entidade em Frankfurt.

Antes, o principal órgão executivo do BCE manteve por unanimidade a taxa básica em 2%, percentual que não é o menor nível ao qual vai se situar nos próximos meses, de acordo com Trichet.

Questionado sobre a possibilidade de a entidade monetária da União Europeia (UE) cortar os juros em 0,50 ponto básico, como foi a tendência até agora, ou em menor medida em 0,25 ponto básico, Trichet respondeu que "será mais provável o primeiro valor".

No entanto, o Conselho de Governo esperará para receber novos dados econômicos e as mais recentes projeções dos economistas do BCE para tomar sua próxima decisão de política monetária, e, por isso, o presidente da instituição ressaltou que ainda não há uma diretriz pré-determinada.

Até agora, a política monetária do BCE não foi tão agressiva como a de outros bancos emissores, como o Federal Reserve (Fed, a autoridade monetária dos Estados Unidos), o Banco da Inglaterra ou o Banco Nacional Suíço.

O presidente do BCE insistiu em que uma "taxa de juros de 0% não é apropriada" para a zona do euro, ao contrário do que ocorre em outras regiões, como nos EUA, onde atualmente se situam entre 0% e 0,25%.

O Banco da Inglaterra reduziu hoje sua taxa de juros em 0,5 ponto percentual, até 1%, o menor nível desde a criação da entidade, em 1694.

Além disso, o Banco Central da Noruega cortou na quarta-feira sua taxa em 0,5 ponto percentual, até 2,5%, e em dezembro o corte foi maior, em 1,75 ponto percentual.

O presidente do BCE destacou que, desde o começo de outubro de 2008, baixou os juros em 2,25 pontos percentuais.

Por sua vez, Trichet afirmou que "as expectativas de inflação estão ancoradas em linha com nossa definição de estabilidade de preços", que é uma taxa de inflação próxima, mas sempre abaixo, de 2%.

Em janeiro, o Índice de Preços ao Consumidor Harmonizado (IPCH) caiu cinco décimos, até 1,1%, em relação a dezembro de 2008, devido à queda dos preços das matérias-primas, lembrou Trichet.

Em relação ao crescimento, Trichet considerou que "os últimos dados disponíveis e a informação de pesquisas confirmam que a zona do euro e seus principais parceiros comerciais atravessam um período de piora econômica significativa".

Por isso, "as pressões inflacionárias internas e externas diminuem", contou Trichet.

A carteira de pedidos da indústria alemã caiu 6,9% em dezembro em relação a novembro.

Por outro lado, o presidente do BCE pediu aos Governos da zona do euro que "voltem o mais rápido possível a um compromisso crível com os objetivos orçamentários a médio prazo" para apoiar a confiança do público no sustento das finanças públicas.

Trichet explicou que a Comissão Europeia (CE, órgão executivo da UE) prevê que, em 2009, o déficit de sete países da zona do euro superará o limite de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) estabelecido pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC). EFE aia/db

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