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Trichet defende autonomia de bancos centrais para conter crise

São Paulo, 10 nov (EFE) - O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, defendeu hoje a autonomia das autoridades monetárias nacionais para adotar medidas para enfrentar a crise financeira mundial. Não estamos todos na mesma situação, pois alguns têm um bom manejo das expectativas inflacionárias e outros ainda têm que lidar com as pressões inflacionárias, disse Trichet em entrevista coletiva em São Paulo, onde participa da reunião bimestral do Banco de Compensações Internacionais (BIS, em inglês). Trichet admitiu as turbulências e tensões financeiras mundiais que são fortes e se intensificaram mais, mas assegurou que perante uma desaceleração econômica global é preciso adotar uma política monetária que leve em conta a situação de cada economia. Para aqueles (países) que têm baixo nível de déficit (fiscal), é apropriado que usem a margem de manobra que possuem para fortalecer seu crescimento e amenizar o risco de inflação, acrescentou. Nesse sentido, comentou que a economia mundial não está passando por uma deflação profunda, mas por um processo mais leve. Com a queda do preço das matérias-primas e uma queda na demanda há um retrocesso grande nas expectativas de inflação, afirmou. O funcionário elogiou ações individuais como o pacote de auxílio de US$ 586 bilhões anunciado este fim de semana pela China para revitalizar sua economia. O Governo da China decidiu seguir o caminho que nós já tínhamos indicado. Foi u...

EFE |

Trichet reconheceu a cooperação entre os países para adotar "medidas de ajuste", como os recentes cortes dos juros na zona do euro, no Reino Unido e nos Estados Unidos, mas ressaltou que cada nação deve definir sua taxa básica de acordo com "particularidades próprias".

Fornecer liquidez aos mercados e "limpar" o sistema financeiro dos títulos "nocivos" que ainda integram o mercado são os desafios imediatos dos bancos centrais, disse Trichet, para quem "as perspectivas mais pessimistas já não são tão grandes quanto no início da crise".

Os ministros dos 40 principais bancos centrais do mundo, entre eles o BCE e o Federal Reserve (Fed, autoridade monetária dos Estados Unidos), realizam esta segunda-feira em São Paulo a reunião bimestral do BIS. EFE wgm/db

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