RIO - O Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que abrange Rio de Janeiro e Espírito Santo, manteve por unanimidade a condenação do ex-banqueiro Salvatore Cacciola a 13 anos de prisão. A decisão foi tomada ontem, depois de quase nove horas de julgamento, pelos desembargadores Márcia Helena Nunes, relatora do caso, Messod Azulay Neto e Lilane Roriz.

O ex-banqueiro havia sido condenado em primeira instância pela Justiça Federal, em abril de 2005, por peculato, desvio de dinheiro e gestão fraudulenta. Em 1999, para evitar a falência do Banco Marka, do qual Cacciola era dono, o Banco Central (BC) socorreu a instituição em uma operação que gerou prejuízo de quase R$ 1,6 bilhão aos cofres da União.

Extraditado em julho deste ano de Mônaco, onde estava detido desde setembro de 2007, o ex-banqueiro está preso no presídio de segurança máxima Bangu 8, zona oeste do Rio.

Julgados no mesmo processo, o ex-presidente do BC Francisco Lopes e dois ex-diretores da instituição Cláudio Mauch e Demóstenes Madureira tiveram pena reduzida de dez para seis anos. Já o ex-banqueiro do FonteCindam Luiz Antônio Gonçalves foi condenado a quatro anos de reclusão.

Outros recursos revistos foram apresentados pela então diretora de fiscalização do BC, Tereza Grossi, e pela ex-diretora do Banco Marka Cinthia Costa Souza. Ambas foram absolvidas.

O advogado de Cacciola, José Luiz de Oliveira Lima, que assumiu o caso há 22 dias, disse que vai recorrer da decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os demais réus também podem recorrer ao STJ.

(Agência Brasil)

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