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Três mil agências param no primeiro dia de greve

Cerca de 3 mil agências bancárias ficaram fechadas ontem em todo o País no primeiro dia de greve, de acordo com levantamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). O número corresponde a 17% das 18 mil agências do País registradas pelo Banco Central (BC).

Agência Estado |

A paralisação será mantida, já que não houve avanço na negociação entre trabalhadores e Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região informou que 682 dos 3.500 locais de trabalho fecharam, entre eles 675 agências. A entidade estima que 26 mil trabalhadores entraram em greve, o que representa 22% da categoria. As regiões com maior mobilização foram a zona leste e o centro da cidade de São Paulo, a Avenida Paulista e Osasco.

Os bancos com o maior número de agências fechadas foram Caixa, Unibanco e Santander. "A grande adesão dos bancos privados é um elemento relevante para essa greve, quando comparada com a do ano passado", disse Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

Segundo Marcolino, a paralisação atingiu também áreas administrativas e de atendimento dos bancos. "Essa é a primeira vez que essas áreas entram em greve com a categoria." De acordo com o sindicato, 7 mil funcionários do atendimento ou áreas administrativas do Unibanco, Santander e Bradesco aderiram ao movimento.

O Bradesco disse que houve uma manifestação na frente do núcleo de Alphaville, até as 10 horas, quando foi liberada a entrada dos funcionários. O Unibanco informou que os funcionários do Centro de Administração foram impedidos de entrar. Segundo o Santander, não houve paralisação.

De acordo com a Contraf-CUT, as sedes administrativas do Banco do Brasil e da Caixa fecharam em Brasília. A área administrativa do HSBC em Curitiba também paralisou parcialmente as atividades, segundo a entidade. "Nossa idéia é desgastar a imagem dos bancos e não prejudicar a população", disse Vagner Freitas, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

Em nota, a Fenaban informou que acredita que vai chegar brevemente a um acordo com os sindicatos sobre a convenção coletiva de trabalho dos bancários. A entidade orientou os clientes a usarem o serviço de auto-atendimento e a rede de correspondentes bancários, como supermercados ou casas lotéricas, além de postos de atendimento remoto.

Os bancários reivindicam reajuste de 13,23% (que representaria um ganho real de 5% sobre a inflação projetada para 2008 em agosto). A categoria pede também a valorização dos pisos salariais, participação nos lucros e resultados (PLR) maior e simplificada, fim das metas que consideram abusivas e do assédio moral. A proposta da Fenaban, apresentada na última rodada de negociações, em 24 de setembro, era de reajuste de 7,5% e manutenção da PLR atual. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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