O transporte aéreo de passageiros no País teve aumento de 4,6% em setembro, o pior desempenho desde agosto do ano passado, quando o índice ficou negativo em 3,7%. A comparação com o crescimento de 18,7% da demanda verificado em agosto dá sinais de que o desempenho da aviação comercial brasileira já sente os reflexos da crise internacional, avalia o consultor aeronáutico Paulo Bittencourt Sampaio.

"O setor aéreo sente uma crise antes dos dados da economia começarem a recuar, e se recupera antes da economia voltar a crescer. Os dados de setembro mostram que a crise chegou", afirma Sampaio. A taxa média de ocupações dos aviões, em setembro, foi de 61%, ou quatro pontos porcentuais a menos que no mesmo período de 2007. A oferta de assentos, por sua vez, cresceu 9,4%.

No mercado internacional, o fluxo de passageiros transportados por quilômetro teve alta de 21,3% em setembro, com aumento de 5,4% na oferta de assentos. De janeiro a setembro, o fluxo doméstico acumula expansão de 10,2%, com 13,7% de lugares a mais nos aviões. Nos vôos ao exterior, a demanda acumulada no ano é de 35,9%, com oferta de assentos 22,2% maior.

A TAM liderou os vôos domésticos, com 52,18% de participação. A Gol ficou com uma participação de 35,45%. Foi seguida pela Varig, que faz parte do grupo Gol, com 4,43%. Nas rotas ao exterior, a TAM ficou com 82,08% da demanda, seguida pela Varig (9,74%) e Gol (7,85%). As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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