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Transpetro permite que estaleiros acumulem diversas encomendas em programa de modernização da frota

RIO - A segunda fase do Programa de Modernização da Frota (Promef) da Transpetro, lançado hoje no Rio de Janeiro, permite que apenas um estaleiro consiga toda a carteira de 22 navios que serão licitados. De acordo com o presidente da empresa, Sérgio Machado, a única exigência é a comprovação de capacidade para entregar os navios dentro do prazo. Serão sete lotes que, na expectativa da Transpetro, devem estar licitados até o fim do ano.

Valor Online |

O sarrafo (limite) agora será a data de entrega, explica Machado, acrescentando que, a partir de amanhã serão enviados convites para 13 estaleiros nacionais e 14 estrangeiros para construção dos seis primeiros lotes, num total de 19 embarcações; e para 12 nacionais e 10 estrangeiros que disputarão o lote de três navios para carregamento de combustível para embarcações.

O presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo Rocha, afirma que a indústria nacional será capaz de garantir os 70% de conteúdo nacional previstos no edital. Segundo ele, há ociosidade de 25% no parque de estaleiros do país, mesmo que se leve em conta todos os anúncios já feito de encomendas, inclusive as do Promef 2.

Temos capacidade para 565 mil toneladas/ano e, com todas as encomendas anunciadas, chega-se apenas a 360 mil toneladas/ano, diz.

Machado, da Transpetro, frisa ainda que a tendência é de que o preço desta licitação não supere os US$ 2,48 bilhões do Promef 1, apesar do aumento dos custos dos insumos. O presidente da subsidiária lembra que a eficiência dos estaleiros aumentou entre os dois programas, o que contribuirá para reduzir custos.

Mas é claro que, se houver aumento dos preços de insumo no mundo inteiro, não vamos ter como baixar esses valores aqui, explica, lembrando que os dois primeiros lotes de aço negociados para o Atlântico Sul - 18 mil toneladas compradas na Ucrânia e 12 mil negociadas com a Usiminas - foram obtidos com preços asiáticos, que segundo Machado são, em média, 30% menores que os cobrados no Brasil.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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